Domingo, 29 de Novembro de 2020
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Territórios feministas na América Latina: vozes periféricas | Call for papers da Les Cahiers Alhim

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: França

Chamada para artigos, Estudos Feministas, Estudos Latino-Americanos, Género

A Revista Les Cahiers Alhim (ISSN electrónico 1777-5175), editada pela Universidade de Paris 8, seleciona artigos sobre "Territórios feministas na América Latina: vozes periféricas" para sua próxima edição. Os investigadores interessados em colaborar com trabalhos têm até 30 de setembro de 2020. São aceitos artigos em português, inglês, espanhol e francês.

Territórios feministas na América Latina: vozes periféricas
Este número tem a ambição de mostrar um esclarecimento crítico sobre a participação das mulheres na construção das nações e do imaginário nos campos político, econômico e social. Propõe uma reflexão sobre a participação de mulheres "anônimas" na emancipação feminina, mulheres que foram injustamente contempladas em papéis secundários, seguindo a tendência geopolítica centralista que favoreceu o pensamento de oposição entre o centro e a periferia, as capitais e as regiões. Essa perspectiva assume, assim, a existência de um estado de discriminação nas relações geopolíticas de poder baseadas na invisibilidade de regiões e estados.

As contribuições para esta questão visam abordar territórios que foram negligenciados na história da emancipação das mulheres na América Latina, descentralizando o ponto de vista e, assim, valorizando a voz das mulheres que estão “fora do tempo, fora do acontecimento”. (Perrot, 1998: 1): mulheres em oficinas, em conventos, em fábricas, em escolas, no campo, mulheres responsáveis pelo cuidado de corpos e almas, trabalhando pelo seu destino, quebrando uma relação dominante que elas mesmas fraturaram por meio de suas ações e seu discurso e investindo gradualmente no espaço público, em todas as dimensões (política, econômica, social, artística), mulheres como sujeitos políticos, como trabalhadoras; mulheres que contribuíram para romper com o universalismo masculino com base no gênero (definido como construção social e cultural) e que assim participaram desse “grande movimento de reequilíbrio” entre os sexos. (Héritier, 2002: 207).

Mais informações na página da revista Les Cahiers Alhim.

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