Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
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Chamada de trabalhos­ — Opiniães nº 14 | A tragédia e o trágico na literatura brasileira

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Chamada para artigos, Literatura

Chamada de trabalhos­ — Opiniães nº 14

Dossiê: A tragédia e o trágico na literatura brasileira

A Revista Opiniães (Qualis B5) tratará do tema da tragédia e do trágico na literatura brasileira em seu dossiê temático para a edição de número 14, a ser publicada no primeiro semestre de 2019.

A Opiniães – Revista dos alunos de literatura brasileira (USP) convida estudantes e pesquisadores a submeterem artigos e ensaios que abordem o tema da tragédia e do trágico na literatura brasileira. Em Ensaio sobre o trágico, Peter Szondi reflete que com Aristóteles há a elaboração de uma poética da tragédia e com Schelling, o surgimento de uma filosofia do trágico. O primeiro ocupa-se da estruturação formal da tragédia enquanto gênero dramático por excelência; ao passo que o segundo contribui, sob o prisma do pensamento filosófico moderno, para a interpretação ontológica do trágico, como uma dimensão fundamental da experiência humana. No grande teatro do mundo, o trágico é a encenação da expiação do homem não por uma falta individual, mas pelo seu pecado original, o de haver nascido: “Pues el delito mayor/ Del hombre es haber nascido” (La vida es sueño, de Pedro Calderón de la Barca). Presente na literatura brasileira desde as tragédias de Gonçalves de Magalhães até as Tragédias cariocas, de Nelson Rodrigues, para dar alguns exemplos, o trágico transita ora entre concepções estéticas e poéticas, materializado como gênero – a tragédia –, ora como um princípio ontológico, antropológico, de interpretação histórica, na medida em que evoca o destino humano em meio aos confrontos entre o desejo e o dever, a liberdade e a necessidade, a insubmissão e a subordinação a instâncias superiores e normas morais, a insolubilidade e a resolução dos conflitos, beirando por vezes o absurdo e efetuando diálogos profícuos com o cômico, ou ainda em seu sentido mais usual, usado rotineiramente para nomear acontecimentos fatais e funestos. A chamada de artigos inéditos vai contemplar, ainda, atualizações, perspectivações e psicologizações tanto de definições, quanto de elementos formais pertinentes à tragédia e à manifestação do trágico na literatura brasileira dos seus começos à contemporaneidade.

Aproveitamos para lembrar que a revista também destina espaço para a publicação de artigos de tema livre, resenhas, ensaios, traduções inéditas e criação literária. A submissão dos textos deverá seguir as normas da revista e deve ser feita até o dia 11/01/2019, via sistema, pelo endereço eletrônico www.revistas.usp.br/opiniaes.

As submissões são abertas a pesquisadores vinculados ou não a instituições acadêmicas, não sendo necessário título de mestre/doutor. Temos por princípio que a avaliação por pares, de caráter duplo-cego, é suficiente para garantir a originalidade e a qualidade dos artigos a serem publicados.

Andréa Jamilly Rodrigues Leitão e Jéssica Cristina dos Santos Jardim

Editoras da Opiniães nº 14

Opiniães: Revista dos Alunos de Literatura Brasileira (FFLCH USP)

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