Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019
Investigação/projetos

Catálogo raisonné de António Dacosta

Países: Portugal

Divulgação, Arte

O catálogo raisonné de António Dacosta (Angra do Heroísmo, 1914 - Paris, 1990), lançado por ocasião do centenário do seu nascimento ― e que será acompanhado de uma exposição ― é o primeiro catálogo digital produzido sobre um artista português, sendo assim uma iniciativa pioneira na área não só da investigação artística, como também na das novas plataformas digitais. O catálogo será acessível nas versões website e App.
 
A designação de catálogo raisonné significa um elenco «completo» de uma obra. Com efeito, a preparação do catálogo consistiu no levantamento de todas as obras de António Dacosta, acompanhadas de reproduções e documentação alargada, desde as características físicas e materiais, à sua história, ou ainda à antologia crítica das obras. Este trabalho de fundo, desenvolvido ao longo de quatro anos, teve a coordenação científica de Fernando Rosa Dias, a colaboração de uma equipa do CAM constituída por Patrícia Rosas, Rita Lopes Ferreira e Matilde Corrêa Mendes; a fotografia foi da responsabilidade de Paulo Costa e Teresa Cartaxo, e a Museografia competiu a Carlos Catarino, Carlos Gonçalinho e José Nunes de Oliveira. Um agradecimento especial a Miriam Rewald Dacosta pelo decisivo contributo para viabilizar este ambicioso projeto.
 
Embora completo, um catálogo nunca será definitivo, enriquecendo-se com novas descobertas de obras de arte ou de documentação, que podem acrescentar ou subtrair, ou ainda mudar sentidos e rever atribuições. O meio digital proporciona, por um lado, a vantagem de ir incorporando ulteriores pesquisas; por outro, possibilita diferentes tipos de buscas rápidas e organizadas segundo as opções de quem o consultar. E, ainda, como neste caso, o mérito de tornar disponível ao público o resultado de uma vasta pesquisa e investigação.
 
Ao possibilitar uma atualização constante do conhecimento do passado, à luz do olhar e do saber do presente, vamos ao encontro de Dacosta que nos falava de uma «imperiosa necessidade de presente» (Diário Popular, 2 Março 1943).
 
Artur Santos Silva
 
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
 
Website: http://www.dacosta.gulbenkian.pt/

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