Sábado, 17 de Agosto de 2019
Congressos

6ª Conferência Europeia sobre Estudos Africanos

Início: Fim: Países: França

Eventos

ECAS 2015
Paris, 8-10 de julho de 2015

 
Chamada para Painéis
Novo prazo até 10 de agosto de 2014, 20h00.
 
Na sequência de Lisboa 2013, a Sexta Conferência Europeia sobre Estudos Africanos (ECAS-6) será realizado em Paris, dias 08 a 10 de julho de 2015, na Sorbonne.
 
Os coorganizadores são IMAF (Institut des mondes Africains) e LAM (Les Afriques dans le monde).
 
O principal tema do ECAS 6 é Mobilizações coletivas em África: contestação, resistência, revolta. Esse tema, no entanto, não é exclusivo. O comité científico também vai considerar propostas de painéis sobre outros temas, associados aos campos emergentes e também campos de estudo mais clássicos.
 
Propostas para painéis serão aceitas, através do site, a partir de 23 de junho e até 10 de agosto de 2014.
 
Eventos Culturais
Paralelamente à conferência, os delegados serão convidados a participar de uma semana de eventos culturais em todo Paris com foco no trabalho de músicos, escritores, novos artistas visuais e artistas e poetas vindos de África e da diáspora.
 
Tema
Mobilizações coletivas em África: contestações, resistências e revoltas
A mudança histórica das "revoluções" árabes cujas repercussões manifestaram-se largamente em África saheliana, as diversas modalidades de denúncia da "vida cara" ou as mobilizações em torno dos desafios ligados à cidadania ou às diferentes formas de renovação religiosa parecem demonstrar uma profunda recomposição da política em África. Essas formas contemporâneas de contestação puseram em relevo novos atores no cruzamento das dinâmicas locais e globais. Essas mobilizações recentes levam-nos a pensar numa longa história de contestação, de reuniões, de uso da palavra e de engajamento em África, e a renovar por exemplo a nossa visão sobre os jihads, as revoltas dos escravos, as conversões em massa ou os conflitos dinásticos. Mas também uma nova forma de trajetória social dos atores e das atrizes das expressões contestatárias assim como as respostas dos poderes políticos a estas. Além dos fenómenos de crises, trata-se de interessar-se mais geralmente por repertórios de ações coletivas, por modos de transgressão e de subversão, por arenas de militantismo e por estatutos sociais, geracionais e de género.
 
As associações, os grupos religiosos, os sindicatos em particular, que formam essa sociedade "civil" de que ainda convém analisar a pertinência enquanto categoria de análise, representam mediadores, ou até contrapoderes manifestos, mas através de relações por vezes ambíguas com os poderes estabelecidos. Ao contrário, podemos interrogar a capacidade dos partidos políticos de oposição de serem espaços de expressão da palavra política, e da contestação, além das estratégias de captação do poder e do papel deles, frequentemente contestado, de reservas eleitorais clientelistas. Também temos que notar, por outro lado, o peso crescente das associações dos direitos do homem, dos «advocacy groups» e de outros empreendedores de "causas" que procuram posicionar-se como vigias das ações do estado. Uma atenção particular será dada às lógicas internacionais, a não ser transnacionais, em particular de profissionalização, nas quais se inscrevem cada vez mais esses novos modos de ação coletiva. Os processos de mobilização também têm que ser percebidos através das suas formas violentas, a multiplicação dos grupos milicianos, o modo deles de sociabilização e de politização e as passagens à contestação armada. Os movimentos religiosos, os novos protestantismos, os processos de moralização, de evangelização ou de reislamização e as múltiplas ONG confessionais, também serão pistas de análise de construções imaginárias sociais. Finalmente, as mobilizações coletivas podem estar ligadas a processos menos explicitamente políticos, como no âmbito das "culturas urbanas" ou mais geralmente nas expressões artísticas e culturais : ritos de inversão, de rebelião, carnavais, criações musicais (hip-hop, mas também kuduro, por exemplo), literatura, teatro e performances diversas.
 
Descarregue o tema (PDF – em Inglês, Francês e Português)
 
ECAS 2015
Créditos image 1: International Women’s Day, Albert González Farran, UNAMID, licença Creative Commons by (CC BY-NC-ND 2.0)
Créditos image 2: UN Mission in the Cape Verde Islands, UN Photo/Yutaka Nagata, licença Creative Commons by (CC BY-NC-ND 2.0)

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