Terça-feira, 02 de Junho de 2020
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Revista Configurações - Nº temático 13: Trabalho e Justiça

Início: Fim: Países: Portugal

Revistas, Ciências Sociais, Chamada para artigos

Revista Configurações
Centro de Investigação em Ciências Sociais,
Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho
 
Número temático 13: Trabalho e Justiça

 
A ação pública e a atividade quotidiana das instituições na justiça e no trabalho social não relevam necessariamente de uma racionalidade uniforme, mas tomam corpo através de uma variedade de atores com posições sociais, trajetos, disposições e culturas profissionais muito diversas, que tanto se podem instituir como fator de inércia quanto de mudança.
 
Mais do que meros executantes de políticas, regras e orientações, estes atores não deixam de coproduzir, na prática, políticas e tendências, tanto na retaguarda como na linha da frente do contacto com o público. Fazem-no dentro de um quadro de ação composto por constrangimentos práticos específicos, condições de trabalho, relações de poder, textos normativos e normas profissionais, mas também por configurações morais, ethos, valores e subjetividades várias. É ainda neste quadro concreto e não isento de injunções, por vezes contraditórias, que se produzem, acoplados a saberes técnicos ou incrustados neles, “sensos-comuns” específicos raramente explicitados.
 
Este número da revista Configurações procura contribuir para o estudo das tendências diversas que atravessam a justiça, as instituições e o trabalho social a ela ligados a partir do ângulo da atividade concreta e socialmente situada dos seus agentes: e.g. magistrados (ministério público, magistrados judiciais, juízes de execução de penas), advogados, guardas prisionais, técnicos de reinserção social, profissionais de saúde nas prisões – entre outros.
 
Qual o quadro de ação destes profissionais? Em que lógicas específicas se tem historicamente inscrito a sua atividade? Que reconfigurações têm sofrido os perfis e identidades profissionais nestas áreas? Que estratégias de credencialização e monopolização do mercado de trabalho têm sido desenvolvidas na sua relação com Estado, ordens ou associações profissionais? Em que medida os saberes e as competências mobilizados quotidianamente reforçam trajetórias de autonomização profissional ou, pelo contrário, são alvo de recomposições várias por força da intervenção em equipas multidisciplinares? Que deslocações têm ocorrido no centro de gravidade do seu métier? Que recentramentos tem conhecido a sua missão (e.g. entre o campo social e o jurídico; entre o cuidado e o controlo e avaliação de riscos; entre o trabalho no terreno ou o contacto face-a-face e a formalização e burocratização)? Estas questões sugerem algumas vias de abordagem possível nos trabalhos que convidamos a apresentar.
 
Prazo de envio:
Os artigos a submeter a avaliação deverão ser enviados até 12 de Setembro de 2014, ao cuidado de Ângela Matos para o endereço cics@ics.uminho.pt
 
Instruções para os autores:
 
Os artigos submetidos para publicação passarão por uma triagem inicial por parte da Comissão Editorial da revista que decidirá da sua pertinência face ao âmbito temático do número em causa. Os artigos enquadráveis no número temático serão subsequentemente submetidos ao parecer de dois revisores científicos especialistas na área em causa, em sistema de blind refereeing.
 
Confira as normas de edição em: http://cics.paradigma.pt/normas-de-publicacao/
 
Revista Configurações
Um dia na Universidade do Minho; licença CC BY-NC 2.0

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