Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
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Poderes, Trajetórias e Administração no Império Português (séculos XVI-XVIII)

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Chamada para artigos, História

A Revista Maracanan, periódico do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) (ISSN-e: 2359-0092), divulga chamada para o dossiê "Poderes, Trajetórias e Administração no Império Português (séculos XVI-XVIII)", coordenado pelos professores Reinaldo Forte Carvalho (UPE) e Rafael Ricarte da Silva (UFPI), a ser publicado em setembro de 2020. O prazo para submissão de artigo é 30 de abril de 2020.

Ementa:

O debate historiográfico acerca das trajetórias (militares, religiosas, políticas, jurídicas e/ou administrativas) e da instituição de poderes e instâncias de administração no Império português ganhou uma nova dimensão nas últimas duas décadas. Tal movimento surgiu a partir do diálogo entre historiadores brasileiros e portugueses e do aporte de diversificadas metodologias de trabalho com as fontes, a construção de bancos de dados e a publicação de coletâneas que buscaram reunir novas pesquisas. Nesse sentido, foram publicados O Antigo Regime nos trópicos (2001), Conquistadores e negociantes (2007), Na trama das redes (2010), Monarquia pluricontinental e a governança da terra no ultramar atlântico luso (2012), Administrando impérios (2012), O Brasil Colonial (2014), Justiça no Brasil colonial: agentes e práticas (2017), dentre outros.

Partindo desta premissa, considera-se que a problemática acerca dos “Poderes, Trajetórias e Administração no Império português” nas colônias do ultramar configuram outra dimensão do poder, revelando assim fissuras e rupturas nas redes de conexão entre as inúmeras trajetórias políticas e administrativas na colônia e nas instituições metropolitanas. Esta concepção surge através de um universo de contradições que precisa ser analisada em relação à atuação dos inúmeros representantes régios que exerceram funções relevantes na montagem e funcionamento nas diversas atividades da administração imperial. Entender como se caracterizava as práticas administrativas dos representantes régios, é adentrar nos espaços de negociação, embate e conflito presente nas diversas formas de governar destes indivíduos no exercício de suas funções. Posto que, torna-se relevante a discussão acerca da atuação dos representantes na administração do Império português, por revelar de quê forma os dispositivos de poder eram colocados em prática no exercício do mando nos espaços colônias do ultramar em relação às normas do Estado lusitano.

 A proposta em tela pretende promover o debate acerca da atuação dos representantes da administração política do Império português dentro da dinâmica social do mundo colonial de Antigo Regime. Nossa intenção é compreender quais os dispositivos que tornavam factível o exercício do mando no campo de aplicação do poder dos agentes metropolitanos e locais no contexto do expansionismo ultramarino e de suas possessões. Assim, pretendemos provocar uma necessária reflexão acerca das práticas da administração e da justiça portuguesa através de seus vários agentes. O dossiê visa congregar pesquisas que tenham como foco de análise as relações de poder instituídas pelos sujeitos no Império português entre os séculos XVI e XVIII, as trajetórias sociais em suas múltiplas dimensões, as redes de alianças, a instalação de espaços e postos de poder, a administração colonial, e as disputas de jurisdição e governança das terras no Império.

 
Mais informações: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/maracanan

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