Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
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Os Governos do Império: Vice-reis, governadores e capitães-mores no mundo português (séculos XVI-XIX)

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, História

Prazo prorrogado para a chamada para publicação da revista Ágora, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo, ISSN 1980-0096. Qualis Capes: História - B3 (Avaliação de 2016).

Dossiê: Os Governos do Império: Vice-reis, governadores e capitães-mores no mundo português (séculos XVI-XIX)

Diante da inépcia do Governo Federal brasileiro, os estados e municípios tomaram a frente no combate ao COVID-19 no Brasil. Neste cenário, alguns Governadores assumiram um protagonismo digno de nota ao contrariar as ações do Governo Federal e decretar medidas de confinamento social. Além disso, alguns deles agenciaram por iniciativa própria, a aquisição de equipamentos e suplementos médicos para o tratamento e a cura dos infectados. Ainda é cedo para esclarecer se estas ações refletem o compromisso ou a responsabilidade dos dirigentes estaduais ou se com elas os atuais governadores buscam oportunidades de autopromoção. Seja qual for o interesse, o protagonismo desses agentes está em evidência no cenário político brasileiro em 2020 e parece ser um momento oportuno para propor uma reflexão sobre o papel dos governadores na História do Brasil.

O dossiê Governos do Império tem por objetivo discutir o protagonismo dos governadores de um outro tempo e, seguramente, de um outro Brasil, nomeadamente o dos séculos XVI ao XIX. Partindo de perspectivas diversas, buscamos análises que privilegiem tanto dimensão institucional quanto as ações dos indivíduos que estiveram à frente dos governos de capitania na América Portuguesa. De um lado, interessam-nos estudos sobre temas como a comunicação política, a dinâmica de provimentos de ofícios, assim como análises sobre práticas governativas que evidenciem a participação destes agentes no processo de estruturação do poder régio na América Portuguesa, ou, noutras palavras, que demonstrem a importância dos governadores, capitães-mores e vice-reis como intermediários de peso entre a Coroa e as conquistas, e no interior das próprias conquistas, assegurando ligações políticas entre espaços distantes. Por outro lado, pretende-se problematizar as dinâmicas bem como os limites da subordinação entre diferentes governos de capitanias, abordando de forma direta o problema das anexações e subordinações, mas também os desafios da governação interna das diferentes capitanias. Além disso, ao acolher estudos de casos que demonstrem o envolvimento com negócios ilícitos ou mesmo práticas do que hoje poderíamos considerar como de “corrupção” ou “nepotismo”, colocamos em xeque a imagem destes homens como “fiéis servidores” da monarquia portuguesa e demonstramos como poderiam tirar proveitos pessoais no exercício do governo, atuando, muitas vezes, em benefício próprio – quer com a conivência régia ou sem ela. Para enriquecer a análise e destacar as especificidades dos governos de capitania na América Portuguesa, buscamos também estudos sobre a adaptação dos modelos de Governo a diferentes geografias do império, tais como o Algarve, Açores, Madeira, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Estado da Índia.

Coordenação: Dr. Arthur Curvelo (Universidade Nova de Lisboa) e Ms. Thiara Bernardo Dutra (UFES). 

Prazo de recebimento de artigos: entre 1º de setembro de 2020 e 31 de julho de 2021 (prorrogado).    

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