Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
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Nova Direita no Brasil: matrizes teóricas, intelectuais e discursivas

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Ciência Política, Sociologia

É com enorme satisfação que a revista Em Tese anuncia a abertura de submissões para o dossiê Nova Direita no Brasil: matrizes teóricas, intelectuais e discursivas, organizado por Ivan Henrique de Mattos e Silva (UNIFAP), Josnei Di Carlo (UFSC) e Jacques Mick (UFSC). Informamos que as submissões poderão ser feitas neste link (https://periodicos.ufsc.br/index.php/emtese) até o dia 30 de novembro. 

 
A emergência e a ascensão recentes de políticos, intelectuais e grupos sociais com ideários autoidentificados como de direita acrescentaram desafios para os cientistas sociais: pensar um processo em andamento sem deixar de refletir sobre o caráter reivindicatório dos atores envolvido nele, por se colocarem como novidade na história política brasileira. Enquanto esses atores se definem como uma “nova” direita no Brasil, os pesquisadores procuram delimitar o fenômeno social, para compreendê-lo em sua particularidade e generalidade. Desse modo, o sintagma nova direita contribui para estabelecer um recorte ideológico e temporal para compreendermos esses atores em suas diversas matrizes. Assim, destacamos três, mas não exclusivas, para orientar os pesquisadores em seus trabalhos a serem submetidos à revista Em Tese (UFSC) para compor o dossiê “Nova Direita no Brasil: matrizes teóricas, intelectuais e discursivas”: 1) Teórica, em razão de a nova direita mobilizar recursos teóricos, permitindo a investigação de como articulam suas ideias com o pensamento político conservador, neoconservador, liberal, neoliberal, religioso, militar etc. não só brasileiro quanto internacional; 2) Intelectual, em função de intelectuais, em sentido amplo, se colocarem como tradutores das reivindicações da nova direita, possibilitando a investigação deles e suas obras; 3) Discursiva, em virtude de a nova direita produzir ideias coletivas por meio de grupos políticos e religiosos, think tanks, imprensa etc., valores a orientar a ação de indivíduos e grupos desorganizados através de protestos, redes sociais etc e, por fim, uma retórica, instrumentalizada por Jair Bolsonaro para conquistar a opinião pública e, posteriormente, governar, tanto em termos institucionais, quando se trata da relação entre o Executivo e os outros poderes, quanto em termos de mobilização popular diante de temas que vão da educação à Covid-19, fazendo com que os discursos que tomaram a esfera pública identificados com os ideários da nova direita sejam investigados.
Revista Em Tese
Programa de Pós-Graduação de Sociologia e Ciência Política (UFSC)
Instagram: @revistaemtese

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