Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020
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Lançamento do Vocabulário do Português Medieval

Países: Brasil

Língua

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) lança em outubro, em seu auditório, o Vocabulário do Português Medieval. O evento terá a participação da Ministra da Cultura, Marta Suplicy, e apresentação da Orquestra Barroca da UniRio (OBU) com composições de Antonio Vivaldi e de Giovanni Batista Pergolesi.
 
Foram produzidos 1.000 exemplares, compostos de dois volumes cada, que serão distribuídos para as bibliotecas e universidades do Brasil, Portugal, Espanha e sul da França. Países de importância no âmbito da pesquisa, como os Estados Unidos e a Alemanha, também serão agraciados com edições para suas principais bibliotecas. O produto não será comercializado.
 
Histórico
 
O Vocabulário histórico-cronológico do português medieval (VPM) é um projeto do lexicógrafo Antônio Geraldo da Cunha, que começou a ser elaborado no Setor de Filologia da Casa de Rui Barbosa, em janeiro de 1979, por um pequeno grupo de colaboradores. Logo em seguida, o VPM contou com o apoio da Finep, possibilitando a contratação de mais pesquisadores e auxiliares, dinamizando a elaboração da obra. Em 1984, a Casa de Rui Barbosa a publicou um fascículo-amostra para buscar parcerias e, assim, viabilizar a publicação. Não conseguindo arrecadar os fundos necessários, adaptou-se a obra como Índice do Vocabulário do português medieval, publicado entre 1986 e 1994.
 
No ano seguinte, o então presidente da Fundação, Mario Brockmann Machado, e seu diretor de Pesquisa, José Almino de Alencar, retomam o projeto com a informatização do material em fichas de papelão datilografadas, o que permitiu a utilização do mesmo com fonte de pesquisa. O VPM ganhou, assim, visibilidade na comunidade acadêmica e cientifica nacional e internacional.
 
Um bom exemplo da importância da obra foi sua utilização por pesquisadores do Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa, na datação de vocábulos para o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, publicado em 2001.
 
Em 1999, o projeto recebeu apoio da Fundação Vitae para a digitação e revisão das fichas. No ano seguinte, foi lançado um CD-ROM em versão preliminar, e a pesquisa ganhou patrocínio das Organizações Globo. Foram dois anos de revisão de todo o material, trabalho que não pôde contar com a orientação de Antônio Geraldo da Cunha, falecido em 1999. A pesquisadora Ivette Maria Savelli, sob a supervisão do filólogo Adriano da Gama Kury, assume o gerenciamento e a coordenação da digitação e da revisão das fichas, gerando uma versão completa em CD-ROM.
 
A partir de 2003, o presidente da FCRB, José Almino de Alencar, acompanhou pessoalmente todas as etapas do processo, que culminou com nova versão do CD-ROM no ano de 2007. O projeto passou, a partir daí, a ser acompanhado pela pesquisadora Laura do Carmo, que, junto com Ivete Maria Savelli, constituíram a equipe de atualização e revisão constante do VPM em sua forma digital.
 
Em 2012, a pesquisadora Flora Süssekind, chefe do Setor de Filologia da FCRB, sugeriu a publicação impressa dos dois volumes, aprovada pelo presidente da instituição na época, Wanderley Guilherme dos Santos.
 
Ao assumir a Presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, em fevereiro de 2013, o historiador Manolo Florentino concretizou a execução do projeto, viabilizando, finalmente, a versão impressa de uma obra que se iniciou há 35 anos.
 
Fundação Casa de Rui Barbosa
Sheila Tostes: vine arbor ― Casa Rui Barbosa – Botafogo, Rio de Janeiro; CC BY 2.0

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