Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026
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Horizontes Antropológicos 59: Covid-19. Antropologias de uma pandemia

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Antropologia, Chamada para artigos

59 | Covid-19. Antropologias de uma pandemia

ano 27, n. 59, jan./abr. 2021

Publicação prevista para janeiro de 2021
Submissão de artigos de 01/06/2020 a 31/08/2020

Número organizado por:

  • Arlei Sander Damo | Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil
  • Ceres Víctora | Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil
  • Jean Segata | Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil
  • Patrice Schuch | Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil

 

A pandemia da Covid-19 tem produzido cenários de exceção e de incerteza. Efeitos epidemiológicos, políticos, econômicos e psicossociais são descritos em escala global. Em menos de quatro meses desde a sua identificação, em dezembro de 2019, milhares de novos casos de contaminação e de vítimas fatais passaram a ser confirmados todos os dias, em mais de 210 países e territórios do mundo. Setores da ciência correm para desenvolver formas de tratamento e de cura e inúmeras medidas de contenção têm intervido no cotidiano de pessoas e das mais diversas instituições. Entretanto, a despeito da mecânica biológica da Covid-19 ser baseada em um vírus, com formas de transmissão sensivelmente padronizáveis, estruturas locais de desigualdade tendem a singularizar as formas de disseminação e agravo da doença, e, por conseguinte, a intensidade de suas consequências. Assim, mesmo que a Covid-19 seja descrita como uma catástrofe em escala global, ela não é universal, pois é performada de maneira diversa, múltipla e complexa, a partir da singularidade de infraestruturas, materialidades, ambientes, relações e hábitos localizados. Neste sentido, o saber-fazer político e qualitativo da antropologia social exerce um papel fundamental no processo de enfrentamento da pandemia, pois se a Covid-19 não se realiza de forma homogênea, as respostas a sua mitigação também não podem ser. Tendo isto em mente, este número temático de Horizontes Antropológicos abre espaço para que seja explorada a multiplicidade da Covid-19 a partir de debates teóricos e experiências etnográficas que coloquem em relevo conhecimentos, práticas e vidas situados. Com artigos em formato especial, até 4.200 palavras, estimula-se que essas antropologias da pandemia intersectem os interesses dos mais diversos campos e temas que constituem a pluralidade da disciplina, com especial ênfase nas populações em situação de vulnerabilidade e injustiça social.

Mais informações no site da revista Horizontes Antropológicos.

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