Domingo, 06 de Dezembro de 2020
Publicações

Folkcomunicação em cenários latino-americanos | Chamada para artigos

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Comunicação, Cultura, Jornalismo, Língua, Literatura, Media

A Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) (ISSN: 1807-4960), editada pelo Programa de Mestrado em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação (Rede Folkcom) e Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, recebe artigos para o dossiê temático “Folkcomunicação em cenários latino-americanos”. Os textos podem ser enviados até 20 de setembro de 2020. As línguas de trabalho são português, espanhol ou inglês.

Tema do dossiê

Embora a proposta conceitual em torno da Folkcomunicação tenha surgido no Brasil na década de 1960 com Luiz Beltrão, nos últimos anos vários processos sociais começaram a ser abordados a partir dessa perspectiva em outros espaços socioculturais da América Latina. Neles se observam “procedimentos comunicacionais através dos quais as manifestações da cultura popular ou folclore se expandem, socializam, coexistem com outros canais de comunicação, sofrem modificações devido à influência da comunicação de massa e industrializada” (HOHLFELDT cit. In JUSTINO, 2013, p. 22).

Em um contexto econômico e social marcado por várias formas de subalternização que afetam identidades culturais, de gênero, de classe, étnicas, migrantes, territoriais e outras, torna-se relevante abordar e tornar visíveis os processos de produção, circulação e consumo, bem como as interações entre comunicação e cultura que explicam vários cenários nos quais os agentes populares encenam e executam processos de reafirmação ideológica. Um exemplo significativo é o das mobilizações atuais em que os ícones de grupos representativos contra a repressão são recontextualizados, como ocorreu nas marchas de outubro de 2019 no Chile, onde os estudantes voltaram a ser muito ativos e aqueles que se manifestaram visibilizaram os “Matapacos”, conectado a alguns cães que acompanharam o protesto. É assim que a rua, os muros, as músicas populares, os cartazes, os memes, a literatura de cordel ou outras manifestações genéricas se transformam em formas de comunicação que constroem, reconstroem e espalham novas imagens e identidades, além de circuitos digitais. Além disso, a grande mídia usa, a partir de seus próprios circuitos, representações sobre identidades, manifestações culturais e grupos sociais subalternizados.

Da mesma forma, o atual contexto de assistência médica resultante do Covid 19 configura uma nova estrutura para a produção desses processos. É um movimento complexo que convida a ser pensado a partir da folkcomunicação mas que, juntamente com abordagens empíricas, também torna relevante a presença de investigações que epistemológica, teórica e metodologicamente estabelecem pontes entre a folkcomunicação e perspectivas adjacentes a problemas e objetos de estudo similares a partir das teorias da comunicação, das culturas e dos estudos folclóricos da América Latina.

Considerando o exposto, convidamos pesquisadoras e pesquisadores de diferentes campos e abordagens disciplinares a dar conta dos variados cenários em que se articulam os processos comunicacionais e culturais, juntamente com reflexões epistemológicas e teórico-metodológicas. Nosso objetivo é colocar a Folkcomunicação em diálogo com outras teorias da comunicação, estudos folclóricos e culturais que enriquecem abordagens para a construção de estudos localizados em diferentes espaços latino-americanos.

Desse modo, convidamos a submissão de artigos nas seguintes linhas e eixos:

  • L1 Evolução epistemológica, teórica e metodológica
    • E1 A história da folkcomunicação na América Hispânica
    • E2 Diálogos entre a folkcomunicação e os estudos folclóricos
    • E3 Convergências e discrepâncias entre a folkcomunicação e outras perspectivas comunicacionais no continente
    • E4 Folkcomunicação e estudos sobre cultura na América Latina
  • L2 Folkcomunicação e meios de comunicação de massa
    • E1 Representações na mídia hegemônica sobre as práticas culturais de setores subalternizados no contexto de pandemia
    • E2 Apropriação de elementos culturais populares subalternos na mídia hegemônica
    • E3 Apropriação de referências e conteúdos dos meios de comunicação massiva em contextos culturais de comunidades subalternizadas ou em contextos de resistência cultural
  • L3 Comunicação digital e folkcomunicação:
    • E1 Cobertura jornalística digital sobre identidade(s) e cultura(s)
    • E2 Redes sociais e promoção de espaços interculturais
    • E3 Líderes de opinião em espaços de cultura popular
    • E4 Representações na mídia hegemônica sobre as práticas culturais de setores subalternizados no contexto da pandemia
    • E5 Análises folkcomunicacionais de fake news
    • E6 Manifestações populares em rede no contexto da pandemia do coronavírus
    • E7 Recontextualização de discursos xenófobos e racistas nas redes sociais
    • E8 Mapeamento de manifestações da cultura popular na Internet
    • E9 A força da opinião pública do meme
  • L4 Comunicação, cultura popular e movimentos sociais:
    • E1 Cultura e folclore como mecanismos de protesto na América Latina
    • E2 A cultura popular na construção de novos imaginários de resistência
    • E3 Iconografia popular como elemento de reafirmação ideológica
    • E4 O uso de elementos populares nos novos discursos sobre a cultura matriarcal e patriarcal
    • E5 Reconhecimento de novas identidades e direitos a partir das manifestações da cultura
    • E6 Recontextualizações contemporâneas de práticas e discursos populares na América Latina

Mais informações na página da Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF).

Informação relacionada

Enviar Informação

Mapa de visitas