Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
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Chamada para publicações "Do texto literário ao filme: a temática queer no cinema" | novo prazo

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil, Portugal

Chamada para livros, Cinema, Género, Literatura

Chamada para publicações "Do texto literário ao filme: a temática queer no cinema"

Novo prazo: 30 de novembro 2019

Convidamos professores e alunos de pós-graduação (doutorandos e pós-doutorandos) a submeter seus artigos ou ensaios para  o livro digital ou versão impressa.

Atentos ao  cruzamento da intermidialidade com as questões de gênero, pretende-se privilegiar na relação entre texto e filme, a temática homoerótica ou queer na adaptacão de textos litérarios para o cinema. No âmbito dos estudos cinematográficos, antes mesmo do reconhecimento do Novo cinema queer, o cinema de autor já trazia às telas, adaptações de livros como Morte em Veneza, de Thomas Mann, adaptado por Lucchino Visconti;  o filme As Horas do livro de Michael Cunningham e cujo texto de partida se inspira em  Mrs. Dalloway, de Virgina Woolf; O talentoso Ripley, de Patricia Highsmith, adaptado para o cinema por René Clement e Anthony Minghella; o filme Carol, de Todd Haynes, e O beijo da mulher Aranha, de Hector Babenco, texto adaptado do livro homônimo do autor  argentino  Manuel Puig. No cinema contemporâneo, O azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche, É apenas o fim do mundo, de Xavier Dolan, e Me chame pelo seu nome,  de Luca Guadgnino, para citar apenas alguns. Antes que a lista pareça exaustiva, assinalamos  apenas esses exemplos estimulantes da adaptação do texto ao filme.  Assim, refletindo sobre a representatividade, por vezes subjacente, na construção  do personagem queer, de sua relação afetiva e social, como o cinema trata o tema do texto ao filme? De maneira explícita ou implícita, desestabilizando ou neutralizando o espectador? Quanto à passagem do texto ao filme, no diálogo entre cinema e literatura como essa relação se estreita ou distancia, optando por uma liberdade de criação que não comunga  com a ideia de adaptação como fidelidade? Se na relação do cinema com a  literatura como aponta Jacques Rancière em Les écarts du cinéma, embora seja a própria literatura que forneça ao cinema seus modelos narrativos, como o cinema pretende então se emancipar como arte narrativa?  No imbricamento de imagem e texto, como o cinema explora na sua potencialidade narrativa, a linguagem literária, metáforas e metonímias, e na apropriacão audiovisual, a mise en scène, o roteiro, além das supressões ou complementações como soluções de estratégia narrativa? Todos esses aspectos podem ser examinados sob várias perspectivas teóricas privilegiando tanto o plano estético quanto político ou enfocando apenas um deles.

A proposta desta publicação é contemplar ensaios sobre filmes adaptados de textos com temáticas homoeróticas ou queer. Há uma necessidade por parte dos organizadores de discutir essa produção que tem causado bastante impacto no audiovisual contemporâneo. Nossa ideia é que o material seja publicado em e-books, de distribuição gratuita, tendo uma versão física, publicada pela editora.  A editora possui conselho editorial formado por Professores doutores em diversas universidades do Brasil, o que pode ser verificado no site https://www.osexodapalavra.com/

Desse modo, vimos convidá-lo a participar conosco dessa empreitada, pois reconhecemos seu trabalho em pesquisar e divulgar o cinema de temática queer e LGBT. Sua contribuição será muito importante para que tenhamos um trabalho de qualidade.  

Os ensaios devem ter entre 10 e 12 páginas cada (fonte Times New Roman 12, espaço 1,5), seguindo as normas da ABNT referentes a citações e referências, em especial.

Organizadores:

Fabio Figueiredo Camargo - Professor adjunto do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Doutor em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Organizador de Para sempre nosso, Caio F. - Escrita de si e autoficção, O sexo da palavra, 2018; Na literatura, as identidades, O sexo da palavra, 2017;  Homocultura e linguagens, EDUNEB, 2016;   Identidade e escritura: Ensaios sobre romances dos séculos XX e XXI, Multifoco, 2014; Ser tao João, Anablume, 2012; Inventário do corpo: recortes e rasuras, Veredas e cenários, 2011. É autor de A escrita dissimulada - Um estudo de Helena, Dom Casmurro e Esaú e Jacó, de Machado de Assis, Sografe, 2005. Membro do GT Homocultura e Linguagens da ANPOLL e do grupo de Pesquisa em Mídia Literatura e Outras Artes GPMLA/UFU.

Luciene Guimarães – Mestre em Teoria da Literatura (Literatura e outras artes) pela UFMG. Doutoranda no programa de Littérature et arts de la scène et de l’écran, na Université Laval, Québec, Canada. Membro do CRIalt ( Centre de recherches sur les arts, les lettres et les techniques ) da Université de Montréal, e do CRIV – (Communauté de recherches interdisciplinaires sur la vulnérabilité)  Université Laval.

Solicitamos que enviem suas respostas, constando do tema ou do filme que deseja tratar, para o email: procinemaqueer@gmail.com

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