Terça-feira, 21 de Setembro de 2021
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Chamada para publicação da Revista Jangada: "Novos olhares sobre a Fantasia"

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Literatura

Chamada para Publicação: Revista Jangada #18 – Dez. 2021

Dossiê: Novos olhares sobre a Fantasia

Submissões até: 30 de junho de 2021

 

Dentre as vertentes do insólito ficcional, a fantasia é sem dúvida uma das que encontrou maior sucesso e potencial adaptativo. Na forma como a entendemos hoje, ela surge no final do século XIX e início do XX em um contexto essencialmente anglófono, com autores como o inglês William Morris (1834-1896), o escocês George MacDonald (1824-1905) e o norte-americano L. Frank Baum (1856-1919). Como ponto em comum a esses escritores, observamos a recuperação de elementos vinculados a categorias mais antigas como o Maravilhoso e a Utopia com a utilização de características muito próprias, como a criação de “mundos secundários” (característica das chamadas “altas fantasias” ou “fantasias imersivas”), isto é, de mundos autônomos ao nosso, que podem ou não ser acessados por meio de portais. Com a publicação das obras de J. R. R. Tolkien (1892-1973), a alta fantasia adquiriu os contornos com os quais a conhecemos hoje, impactando novas gerações de leitores e escritores e culminando em um fenômeno de grande impacto cultural e comercial.

No entanto, já em seus primeiros anos, o gênero logo se espalhou para outras paragens não anglófonas. Na França, podemos citar, por exemplo, o pioneiro romance Les Centaures, de André Lichtenberger (1870-1940), lançado em 1904, e apenas resgatado e republicado recentemente, em 2017. Já no Brasil, podemos observar traços do que poderíamos chamar de “proto-fantasia” no romance A Rainha do Ignoto (1899), de Emília Freitas (1855-1908). Atualmente, encontram-se obras associadas ao gênero nas mais distintas línguas. A fantasia logo se difundiu também entre as mais diversas mídias, nomeadamente, o cinema, as histórias em quadrinhos, os desenhos animados, role playing games (RPG) e até mesmo ao teatro, e também se dividiu em variados subgêneros, categorizados ora a partir do grau de distanciamento do novo mundo criado em relação ao nosso (alta fantasia, baixa fantasia, fantasia de portal, fantasia imersiva ou fantasia intrusiva), ora em relação aos temas e/ou estéticas aos quais se hibridiza (fantasia épica, histórica, sombria, urbana, científica, distópica etc.).

Diante desse contexto, o presente número da Revista Jangada, da Universidade Federal de Viçosa, convida a pesquisadores e pesquisadoras a submeterem trabalhos sobre essa categoria de grande presença na literatura contemporânea. Dada a escassez de produção teórica sobre o assunto em língua portuguesa, incentivamos reflexões sobre as questões estruturais e temáticas do gênero. Também nos interessarão, em particular, artigos cuja análise seja centrada em obras ainda pouco estudadas, extrapolando os contextos anglófonos onde a fantasia surgiu, e articulando relações entre as diversas mídias pelas quais ela se difundiu. Trabalhos em perspectiva comparada também são incentivados. Atenta-se que serão aceitos apenas textos cujo objeto de reflexão e/ou de análise seja a fantasia, ou seja, considerada enquanto gênero autônomo do fantástico (seguindo, portanto, a tradição crítica latino-americana e europeia, que se contrapõe à corrente norte-americana que considera Fantasy e Fantastic Literature como sinônimos, como o faz Rosemary Jackson em sua obra Fantasy: the Literature of Subversion, de 1981).

Serão aceitos artigos redigidos em português, espanhol, francês e inglês. Os textos deverão ser submetidos até 30 de junho de 2021 pelo sistema da Revista Jangada: https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/index

Todos os artigos deverão seguir as diretrizes de formatação e extensão da revista disponíveis no endereço: https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/about/submissions

Qualquer dúvida, não hesite em escrever para: bamatangrano@yahoo.com.br

Alexander Meireles da Silva,

Bruno Anselmi Matangrano,

Naiara Sales Araújo Santos,

Editores do número.

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