Terça-feira, 09 de Março de 2021
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Chamada para o n. 30 da Revista Boitatá: "A voz como território de (re)existência"

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Literatura, Revistas

A voz como território de (re)existência: poéticas orais, afetos e troca de saberes

Prazo de submissão: até dia 16/08

Editores: 

Prof. Dr. Alexandre Ranieri

Prof. Dr. Frederico Fernandes

Editora Técnica:

Profª Drª Mauren Pavão Przybylski da Hora Vidal ( IFBAIANO – Santa Inês / LANMO)

Organizadoras:

Profa. Dra. Andréa Betânia da Silva (UNEB)

Profa. Dra. Bruna Paiva de Lucena (SEEDF / UnB)

As poéticas das vozes em suas múltiplas corporificações – cantorias, repentes aboios, cocos, cordéis, emboladas, rap e o que mais ganha o mundo por performances, oralidades e escritas  – existem e resistem em nossos territórios ao passar largo dos tempos, seja fazendo parte das trilhas dos nossos corpos nas rodas em que nos encontrávamos em prosa (e que esperançamos por voltar a assim viver), seja caminhando mais que veloz pelas redes invisíveis, mas já tão presentes, das telas de celulares, computadores... E o que nasceu no calor do afeto ganhou os salões, as salas, as escolas, as universidades, sendo, a um só tempo, mídia, poesia, discurso, panfleto. Já sabemos que não cabe mais falar em morte do popular como muitos anunciaram, mas em reinvenção contínua e viva de uma tradição que se cria, recria e cria numa lemniscata infinita.

O número 30 da Revista Boitatá propõe tratar de tudo isso, buscando ser espaço para a interlocução de pesquisas, experiências e reflexões em torno das múltiplas manifestações das poéticas das vozes. Buscamos receber artigos que abordem o potencial dessas poéticas e suas diferentes linguagens em diversos meios de produção, bem como inseridos em contextos educativos formais e informais. Acolhendo propostas múltiplas e interdisciplinares, o eixo que unirá os textos será a reverberação dessas vozes poéticas. Esperamos ainda discutir as dimensões epistêmicas e metodológicas relacionadas às poéticas das vozes, difundidas e ensinadas em escolas, universidades e outros espaços educativos, sob perspectivas críticas ao sexismo, racismo, elitismo, eurocentrismo e colonialismo. Serão bem-vindas pesquisas que versem sobre poéticas populares, epistemologias orais, indígenas, experiências de valorização da memória e história oral no âmbito da história pública, bem como abordagens feministas interseccionais e decoloniais.

Palavras-chave: Poéticas orais. (Re)existência. Troca de saberes.

Mais informações no site da Revista Boitatá.

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