Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026
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Chamada de artigos da revista Janus.NET para dossiê sobre os 20 anos da União Africana

Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Chamada para artigos, Relações Internacionais

A integração regional no continente africano é amplamente complexa e está profundamente enraizada no ideal pan-africanista de uma África Unida. A organização regional que surgiu no rescaldo da libertação do colonialismo — a Organização da Unidade Africana - era limitada em termos de integração política. Com o alvorecer do novo milénio, a União Africana emergiu como uma organização política mais robusta que a sua antecessora. O Acto Constitutivo da União Africana, adoptado em 11 de Julho de 2000 e que entrou em vigor em 26 de Maio de 2001, marcou uma nova era para o processo de integração africana. A primeira Cimeira da UA teve lugar em Julho de 2002.
 
A União Africana traz uma natureza institucional mais complexa e uma abordagem mais. intervencionista nos assuntos africanos. A UA consagra os direitos humanos e a paz como princípios fundamentais da organização e visa promover a prosperidade para todo o continente. Nos seus primeiros anos, a UA foi muito activa em termos de confitos e questões de segurança, trazendo uma nova arquitectura de paz e segurança para África e mecanismos regionais para lidar com confiitos regionais. A Agência da UA a este respeito é medida pela adopção de um Conselho de Paz e Segurança da UA, bem como pela consolidação de uma Arquitectura Africana de Paz e Segurança (APSA).

A União também desenvolveu os seus quadros institucionais de direitos humanos e justiça, à medida que a UA desenvolveu uma abordagem baseada nos principais tratados de direitos humanos, reformas institucionais e na remodelação de uma Arquitectura de Justiça Africana. Mas a resistência política e a intolerância em todo o continente constituem ameaças reais ao respeito dos direitos humanos. A UA também adoptou políticas e instrumentos jurídicos que abordam questões em áreas-chave, como o desenvolvimento, a integração económica e jurídica, reforçando o seu papel como actor regional chave em África. O recente acordo sobre a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) pode alavancar o desenvolvimento económico de África e expandir a sua influência em todo o mundo. Entretanto, África ainda luta para combater a pobreza, as violações dos direitos. humanos, a prevalência da instabilidade política e as mudanças inconstitucionais de regime. são algumas das questões que atrasam a promessa de um continente próspero e unido. Estas são algumas das questões com as quais a União Africana deve lidar. 
Este número especial pretende refletir criticamente sobre os primeiros vinte anos da União Africana e os desafios para o processo de integração africana nas suas diferentes dinâmicas. O que caracteriza e distingue a União Africana de outra organização regional no mundo? Como está a União Africana a responder aos desafios de um mundo globalizado? A União Africana é um actor relevante na promoção da democracia, da paz e da estabilidade. em África? Para responder a estas questões, esta edição especial acolhe contribuições para a História, Relações Internacionais, Ciência Política, Estudos Jurídicos e outras áreas do Conhecimento Científico que reflectem criticamente sobre a agência da União Africana como um actor-chave para o continente. 
   
Informação relevante: 

  1. Os artigos podem ser escritos em Português ou Inglês.

  2. Os artigos devem ser enviados, via email, até 31 de outubro de 2024. 

  3. Os autores são encorajados a utilizar metodologias qualitativas, quantitativas ou mistas.  São encorajadas as abordagens críticas. 

  4. Devem obedecer às Normas de Publicação da revista Janus.Net.

  5. Os artigos devem ser enviados por email diretamente para os organizadores do dossiê Rui Garrido (rgarrido@upt.pt) Mojana Vargas (mvargas@ccsa.ufpb.br) e Yasmine Loza (yasmine.loza@mail.upt.pt


JANUS.NET, e-journal of International Relations é a revista científica, com edição apenas online, bilingue, de acesso livre e gratuito, editada pelo OBSERVARE – Observatório de Relações Exteriores, unidade de investigação em Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa.

 

Via Mojana Vargas @MojanaV_UFPB https://x.com/MojanaV_UFPB/status/1811217043154235615/photo/1

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