Chamada da revista Alea. Estudos Literários Neolatinos: Cinquenta anos de Autoficção (1977–2027)
Data de abertura: ⋅ Data de encerramento: ⋅ Países: Brasil
REVISTA ALEA. ESTUDOS NEOLATINOS
Vol. 29/2 (maio, junho, julho, ago/2027)
Tema: Cinquenta anos de Autoficção (1977–2027): circulação, transformações e disputas nas literaturas neolatinas
Editores Convidados:
Anna Faedrich - Universidade Federal Fluminense, Brasil
José Vieira - Universidade de Lisboa, Portugal
Carlos Nogueira - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
Recepção: 16/09 de 2026 a 15/01 de 2027
Ementa:
Em 1977, Serge Doubrovsky propôs o termo “autoficção”, cuja fortuna crítica e literária reconfigurou decisivamente os debates sobre autobiografia, ficção, pacto de leitura, figura autoral e escrita de si. Cinquenta anos depois, importa não apenas celebrar a emergência de uma designação, mas também interrogar as suas sucessivas apropriações, traduções, resistências e reformulações em diferentes tradições literárias e críticas.
Este dossiê propõe examinar a circulação e as metamorfoses da autoficção nas literaturas neolatinas, com especial atenção às relações entre os espaços de língua francesa, espanhola, portuguesa e italiana. Pretende igualmente acolher estudos sobre outras tradições românicas – nomeadamente catalã, galega ou romena –, desde que articulados com uma perspetiva comparada, transnacional ou tradutória.
Longe de conceber as literaturas ibéricas e ibero-americanas como simples espaços de recepção de modelos teóricos produzidos noutros contextos, o número procura evidenciar a sua contribuição para a renovação crítica e formal da escrita de si. Interessa, assim, analisar práticas autoficcionais situadas em contextos marcados pela memória, pelo trauma, pela migração, pela colonialidade, pelas desigualdades de género, raça e classe, bem como pelas novas formas de exposição pública e digital do sujeito.
Nessa perspetiva, receberemos trabalhos que atentem para os seguintes eixos temáticos:
- Genealogias, definições, controvérsias e reformulações do conceito de autoficção;
- Circulação, tradução e recepção da autoficção nas literaturas neolatinas;
- Autoficção, autobiografia, espaço autobiográfico, formas de escrita de si;
- Autoficção, memória, pós-memória, arquivo e trauma;
- Corpo, gênero, sexualidade, raça, colonialidade e subjetividades minoritárias;
- Formas híbridas, experimentais e intermédia da autoficção contemporânea;
- Autoficção, migração, diáspora, exílio e relações transatlânticas;
- Ética, vulnerabilidade, exposição do eu e regimes de verdade na escrita autoficcional.
Mais informações no site da revista: https://submission.scielo.br/index.php/alea/announcement/view/182.


