Chamada da revista Pandaemonium Germanicum
Data de abertura: ⋅ Data de encerramento: ⋅ Países: Brasil
Chamada da revista Pandaemonium Germanicum para o Dossiê Temático:
Envio dos textos completos até: 30 de maio de 2026.
É na década de 1980 que as pessoas afrodescendentes na Alemanha começam a identificar-se como afro-deutsche Community (Eggers, 2006). A designação Afro-Deutsche foi incentivada pela poeta feminista afro-americana Audre Lorde para mulheres negras, de ascendência africana ou afro-americana, que tinham nascido na Alemanha, mas se sentiam excluídas naquela sociedade por motivos racistas. Na mesma época, teve lugar a publicação do volume Farbe bekennen. Afro-deutsche Frauen auf den Spuren ihrer Geschichte (1986), organizado por May Opitz, Katharina Oguntoye e Dagmar Schultz, Trata-se de uma coleção de estudos sobre a História das afrodescendentes na Alemanha desde a época colonial, complementada por registos autobiográficos e entrevistas. Hoje, proliferam escritores negros e, sobretudo, escritoras negras que escrevem em alemão, constituindo já um campo de estudos que se insere nos Black Studies, em geral, bem como nos Black Studies in Europe. Dentre entre eles/as, destaca-se a já falecida poeta May Ayim (1960-1996), com o livro de poesia blues in schwarz weiss, publicado em 1995, bem como a prosaísta Sharon Dodua Otoo, que venceu o Ingeborg-Bachmann-Preis em 2016, com o texto Herr Gröttrup setzt sich hin. O seu romance Adas Raum (2021) consolida-a como figura de proa nesta literatura.


