Cadernos do Arquivo Municipal Nº 28: Iconografia das cidades
Data de abertura: ⋅ Data de encerramento: ⋅ Países: Portugal
Nº 28: Iconografia das cidades | Chamada para artigos | até 31 de dezembro de 2026
Coordenação científica
Raquel Henriques da Silva (Universidade Nova de Lisboa, Portugal)
Hélia Silva (Gabinete de Estudos Olisiponenses, Câmara Municipal de Lisboa, Portugal; Universidade Nova de Lisboa, Portugal)
Raquel Henriques da Silva (Universidade Nova de Lisboa, Portugal)
Hélia Silva (Gabinete de Estudos Olisiponenses, Câmara Municipal de Lisboa, Portugal; Universidade Nova de Lisboa, Portugal)
Data limite para submissões
31 de dezembro de 2026
31 de dezembro de 2026
Mais info:
https://cadernosarquivo.cm-lisboa.pt/index.php/am/calls
https://cadernosarquivo.cm-lisboa.pt/index.php/am/about/submissions
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Sinopse
O entendimento da cidade como “obra de arte” tem vindo a ser elaborado, na Europa, desde o século XVI, por parte de historiadores e profissionais das áreas do urbanismo e da arquitetura. Utilizando os conceitos de “iconografia” e de “iconologia” definidos por Erwin Panofsky, é possível “decifrar” a cidade e propor os seus significados culturais. Para esse efeito, recorre-se a diferentes formas de representação do espaço urbano, designadamente a cartografia, as vistas e panorâmicas, assim como a representações de monumentos ou de determinados trechos do tecido citadino, entre outros. No seu conjunto, estes elementos constituem a iconografia das cidades, fixada em diversos suportes, que vão desde os meios gráficos e artísticos, como a gravura, a pintura, o desenho ou, em alguns contextos, o azulejo, até formas de mediação tecnológica, como a fotografia e o vídeo, a que se juntam expressões mais recentes de apropriação do espaço urbano, como a arte urbana. Neste quadro, incluem-se ainda práticas contemporâneas de representação in situ, como as promovidas pelo coletivo Urban Sketchers.
O entendimento da cidade como “obra de arte” tem vindo a ser elaborado, na Europa, desde o século XVI, por parte de historiadores e profissionais das áreas do urbanismo e da arquitetura. Utilizando os conceitos de “iconografia” e de “iconologia” definidos por Erwin Panofsky, é possível “decifrar” a cidade e propor os seus significados culturais. Para esse efeito, recorre-se a diferentes formas de representação do espaço urbano, designadamente a cartografia, as vistas e panorâmicas, assim como a representações de monumentos ou de determinados trechos do tecido citadino, entre outros. No seu conjunto, estes elementos constituem a iconografia das cidades, fixada em diversos suportes, que vão desde os meios gráficos e artísticos, como a gravura, a pintura, o desenho ou, em alguns contextos, o azulejo, até formas de mediação tecnológica, como a fotografia e o vídeo, a que se juntam expressões mais recentes de apropriação do espaço urbano, como a arte urbana. Neste quadro, incluem-se ainda práticas contemporâneas de representação in situ, como as promovidas pelo coletivo Urban Sketchers.
Este dossier pretende enriquecer o corpus de trabalhos sobre a iconografia das cidades através de novas investigações, num contexto alargado e disciplinarmente abrangente, onde se cruzam a história, a história da arte, a arquitetura, a geografia, a antropologia e a filosofia, ampliando o conceito e articulando-o com os desafios contemporâneos.
Linhas Orientadoras
Este Dossier procura reunir estudos originais que contribuam para o enriquecimento do tema “iconografia das cidades”, assim como para a reflexão sobre a sua pertinência na contemporaneidade, privilegiando abordagens que combinem o rigor metodológico com a amplitude analítica, mas também ensaios sem dimensão empírica que indaguem e questionem heranças e proponham desafios. São bem-vindas propostas que abordem, entre outros, os seguintes temas:
- Heranças iconográficas e novas iconografias
- A iconografia face ao alargamento dos espaços das cidades
- A iconografia e as “imagens” das cidades
- Diversidade temática e de formas de representação da iconografia das cidades
- Iconografias urbanas: da massificação à resistência pessoal ou grupal
- Dimensões simbólicas e míticas da iconografia urbana


