Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021
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Pensar/conversar (sobre) os direitos humanos através da literatura, fotografia e música portuguesas

Início: Fim: Países: Suécia

Ciências Humanas, Fotografia, Literatura, Música

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, a Embaixada de Portugal e o leitorado Camões I.P. (Universidade de Estocolmo) na Suécia convidam:

Pensar/conversar (sobre) os direitos humanos através da literatura, fotografia e música portuguesas. Atividades online.

Página do evento: https://www.facebook.com/events/505659917058879

 

- 11.00-13.00 (horário de Estocolmo)

O Retorno, de Dulce Maria Cardoso: conversa com a escritora.

A escritora portuguesa é convidada a falar-nos da sua obra com Paulo de Medeiros,  da Universidade de Warwick.  A moderação da conversa estará a cargo de Stefan Helgesson, da Universidade de Estocolmo.

Língua: português.

Para participar nesta conversa, inscreva-se até ao dia 7 de dezembro através do email clpestocolmo@gmail.com.

"Tive tempo para decidir que não queria pautar a minha vida pelo ódio, pela amargura, pela raiva. Não abdico de lutar pelo que acho que está certo. Sou optimista da condição humana. “O Retorno” ter corrido tão bem, ter tantos leitores, tem a ver com o facto de eu não querer ajustar contas (...) O livro é uma radiografia da perda. E é, acima de tudo, uma ideia de recomeço”.

Dulce Maria Cardoso in https://anabelamotaribeiro.pt/dulce-maria-cardoso-201934

“Dulce Maria Cardoso, nascida em Trás-os-Montes (1964), passou parte da infância em Angola também, tendo regressado a Portugal em 1975 (...) Em O retorno (...) oferece uma crítica devastadora, se bem que numa escrita quase lírica, da sociedade portuguesa, dos desnivelamentos de poder e do modo em como os indivíduos se oprimem uns aos outros”.

Paulo de Medeiros: “ Literatura, memória, resistência (Breves apontamentos em tempo de crises)” in Navegações, v. 5, n. 2, p. 218-227, jul./dez. 2012.

Dulce Maria Cardoso:

“Dulce  Maria  Cardoso  nasceu  em  Trás-os-Montes,  em  1964,  na  mesma  cama  onde haviam  nascido  a  mãe  e  a  avó.  Tem  pena  de  não  se  lembrar  da  viagem na  Vera  Cruz para Angola. Da infância guarda a sombra generosa de uma mangueira que existia no quintal, o mar e o espaço que lhe moldou a alma.Regressou a Portugal na ponte aérea de1975.Licenciou-se  em  Direito  pela  Faculdade  de  Direito  de  Lisboa,  escreveu  argumentos para  cinema,  gastou  tempo  em  inutilidades.  Também  escreveu  contos.  Tem  fé,  uma família,  um  punhado  de  amigos,  o  Blui  e  o  Clude. Continua  a  escrever  e  a  prezar inutilidades. Vive em  Lisboa. Publicou  em  2001  o  seu  romance  de  estreia, Campo  de Sangue,  Grande  Prémio  Acontece,  escrito  na  sequência  de  uma  bolsa  de  criação literária do Ministério da Cultura. Desde  então  publicou  os  romances Os  Meus Sentimentos(2005),  prémio  da  União Europeia para a Literatura, O Chão dos Pardais(2009), prémio Pen Club, e O Retorno (2011). É autora de duas antologias de contos: Até Nós(2008) e Tudo São Histórias de Amor (2014). Os seus primeiros dois livros infantis, na colecção A Bíblia de Lôá, foram publicados  em  2014. Em  2012,  foi  condecorada  com  as  insígnias  de  Cavaleira  da Ordem das Artes e das Letras da França. A sua obra está publicada em quinze países e é  estudada  em  diversas  universidades.  Alguns  dos  seus  contos  e  romances  foram adaptados ou encontram-se em fase de adaptação para cinema e teatro”. Fonte: WOOK. Web. 25 Jan. 2016.

Paulo de Medeiros (Universidade de Warwick):

Paulo de Medeiros é Professor de Inglês e Estudos Literários Comparados na University de Warwick, Reino Unido, com foco em Literaturas Mundiais Modernas e Contemporâneas. Foi Professor Associado no Bryant College (EUA) e Professor na Universidade de Utreque (Países Baixos) antes de se mudar para Warwick. Em 2011-2012 foi Keeley Fellow no Wadham College, Oxford e em 2013 e 2014 Presidente da American Portuguese Studies Association. O seu livro ‘O Silêncio das Sereias; Ensaio sobre o Livro do Desassossego '(Tinta da China, 2015) recebeu o Prémio Pen-Portugal na categoria de ensaio em 2016. Acaba de co-editar um volume de ensaios intitulado' Cinema Lusófono Contemporâneo Africano: Comunidades Transnacionais e Modernidades Alternativas '(Routledge, 2020). É investigador associado do Centro de Estudos Sociais, Coimbra, no projeto Memórias: Crianças do Império e Pós Memórias europeias, financiado pelo ERC. Os projetos atuais incluem um estudo sobre a Europa pós-imperial.

Stefan Hegelsson (Universidade de Estocolmo):

Stefan Helgesson é professor catedrático de inglês na Universidade de Estocolmo, com uma vertente comparativa na sua pesquisa. Tem publicado vários estudos sobre literatura africana e brasileira, com foco por exemplo nas obras de J.M. Coetzee, Ivan Vladislavić, José Craveirinha, Clarice Lispector, Olive Schreiner e Assia Djebar. Na última década, contribuiu principalmente para o campo de “literatura mundial” com, entre outras publicações, Institutions of World Literature (2016, org. Stefan Helgesson e Pieter Vermeulen) e Literature and the World (2020, escrito em colaboração com Mads Rosendahl Thomsen). É também ensaista, tradutor e crítico na imprensa sueca.

 

16.30-18.30 (horário de Estocolmo):

Masterclass “Fotografia documental e direitos humanos” com o fotógrafo português João Pina.

Língua: inglês.

Público: estudantes de português, fotografia, artes, fotógrafos, público em geral interessado na cultura portuguesa, fotografia, direitos humanos e relações internacionais.

Gratuito, com número limitado de participantes. Inscrições até dia 7 de dezembro através de clpestocolmo@gmail.com.

 

João Pina é um fotógrafo português que explora as mudanças sócio-políticas globais e as violações dos direitos humanos através da linguagem da memória visual. Formou-se no programa de Fotojornalismo e Fotografia Documental do International Center of Photography em Nova York em 2005. Expôs internacionalmente e foi publicado em vários jornais, incluindo o New York Times e El Pais. Em 2007, Pina publicou o seu primeiro livro, Por Teu Livre Pensamento, com histórias de vinte e cinco ex-presos políticos portugueses. Em 2014, publicou Condor, o seu mais longo projeto pessoal sobre as memórias deixadas pelas ditaduras militares na América do Sul durante as décadas de 1970 e 80 e seu terceiro livro 46750 foi publicado em 2018 sobre o Rio de Janeiro e a violência endémica em torno da chamada cidade maravilhosa. Foi Nieman Fellow na Harvard University em 2017/2018 e é membro do corpo docente do International Center of Photography em Nova York.

Site: http://www.joao-pina.com/

 

19.00 (horário de Estocolmo)

“O Primeiro Dia”-10 de dezembro, dia internacional dos Direitos Humanos: recital/conversa com Sergio Godinho e acompanhamento musical (piano) de Filipe Raposo.

Duração 40-60 minutos.

O concerto será transmitido na página do evento partir das 19.00 (horário local de Estocolmo).

O público será convidado a deixar uma pergunta para o Sérgio Godinho no espaço dos comentários da transmissão. Serão selecionadas algumas perguntas a que o Sérgio Godinho responderá.

“Cantor, compositor, escritor, actor (de teatro e cinema), Sérgio Godinho é, para citar uma das suas canções clássicas, o verdadeiro “homem dos sete instrumentos” contando com uma carreira artística de invejável longevidade que se prolonga há mais de 40 anos de modo intocável.

O insuperável acervo de canções que escreveu e gravou desde que se estreou em disco em 1971 inclui alguns dos clássicos maiores da música cantada em português dos últimos 50 anos, passadas de boca em boca e de geração em geração como raros outros músicos nacionais conseguiram assinar. “O Primeiro Dia”, “A Noite Passada”, “É Terça-Feira”, “Com um Brilhozinho nos Olhos”, “Espectáculo”, “Cuidado com as Imitações”, “Lisboa que Amanhece”, “Liberdade”, “Coro das Velhas”, “Caramba”, “Dancemos no Mundo”, “Barnabé” para apenas citar uma dúzia, atestam o seu talento para traduzir de modo pessoal e intransmissível, numa conjugação inseparável de palavras e melodias, experiências e emoções universais. Publicou em Janeiro de 2018 “Nação Valente”, o seu 18º trabalho discográfico de estúdio.” in https://vachier.pt/sergio-godinho/

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