Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
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Regiões e fronteiras em África | Evento adiado para 2021

Início: Fim: Países: Portugal

Estudos Africanos

Regiões e fronteiras em África

Nova data: 21 de maio de 2021

Organização: CEAUP, Associação Cultural Serpa Pinto - Cinfães


Devido aos recentes desenvolvimentos da pandemia em Portugal, este debate aberto (formato mesa redonda) sobre o tópico " A regionalização nos Estados africanos" não se realizará na data prevista de 2 de outubro próximo. Fica agendado, com o mesmo formato, para o próximo dia 21 de maio no auditório municipal de Cinfães.

 

Tornou-se um lugar-comum na bibliografia e mesmo na retórica política considerar as fronteiras africanas como artificiais e os Estados africanos como uma herança colonial. Contudo, não abundam as discussões recentes sobre casos de estudo: as tentativas de (re)organização de regiões dentro dos Estados africanos, as diferentes fórmulas de federalismo experimentadas e, sobretudo, os casos recentes de movimentos de secessão dentro de antigos estados unitários.

Onde fica a linha divisória entre os conflitos inter-estados e intra-estados africanos? Apenas 11% das linhas de fronteiras africanas foram traçadas tendo em conta a geografia humana (isto é, as divisões políticas, linguísticas ou culturais que precederam o novo Estado; note-se que a percentagem correspondente na Europa é de 50%). As guerras ocultas no Saara Ocidental, nos Camarões do Sul, no Togo, no Sudão do Sul, na Somália e no Kivu são exemplos mais ou menos conhecidos que resultam de configurações não aceites pelas populações. Cinquenta anos depois, será que se mantém viável a recomendação da conferência do Cairo (1964) que instava os novos estados a conservar as fronteiras coloniais?

Por outro lado, mesmo nas fronteiras africanas não contestadas (como em muitas outras no resto do mundo), questões como a securitização, os fluxos migratórios legais e ilegais ou a própria fronteira como linha de espera e de negócio têm crescentemente condicionado as dinâmicas sociais.

Uma avaliação sobre as representações sociais e cartográficas que se produzem em conformidade torna-se assim cada vez mais uma prioridade para as ciências sociais. Com este colóquio, espera-se um contributo comparativo atualizado sobre uma questão candente – mas relativamente oculta – da realidade política africana.

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