Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
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III Simpósio Internacional sobre o Ensino de Português como Língua Adicional | 2.ª Circular

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Chamada para trabalhos, Ensino, Português Lingua Adicional

III Simpósio Internacional sobre o Ensino de Português como Língua Adicional

Universidade de Coimbra – Portugal

24, 25 e 26 junho de 2020


Segunda Circular

O Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada (CELGA-ILTEC) da Universidade de Coimbra, o Departamento de Espanhol, Português e Estudos Latino-americanos do King’s College London (KCL) e o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) têm a satisfação de anunciar a realização do III SINEPLA – III Simpósio Internacional sobre o Ensino de Português como Língua Adicional, a ser realizado na Universidade de Coimbra, em Portugal, nos dias 24, 25 e 26 de junho de 2020. O evento terá por tema “Português língua pluricêntrica: das políticas às práticas” e será constituído por conferências, mesas-redondas, comunicações individuais e pósteres.

Português língua pluricêntrica: das políticas às práticas

 

O português é hoje língua (co)oficial de nove países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – e da Região Administrativa Especial de Macau. Em convivência com várias outras línguas nesses países e presente em diferentes esferas sociais e em níveis de proficiência diversos, o português pode ser caracterizado como uma língua pluricêntrica, usada em vários centros interatuantes e apresentando normas nacionais próprias em cada um desses contextos.

Assumir a dimensão pluricêntrica da língua portuguesa do ponto de vista político-diplomático e do ponto de vista técnico demanda reflexões críticas sobre a valorização de diferentes variedades linguísticas, da preferência por determinados repertórios linguísticos para a participação cidadã, local e global, e para a gestão de ações linguísticas e educacionais em âmbitos nacionais e internacionais. Abarcando contextos em que a língua é aprendida como segunda, estrangeira, de herança ou de acolhimento, o português é, na perspetiva do aprendente, uma língua que se adiciona ao repertório que já possui, possibilitando-lhe ampliar as oportunidades de participação em práticas sociais que acontecem nessa língua.

De acordo com o International Bureau of Education (IBE), instituto da UNESCO especializado em conteúdos, métodos e estruturas educacionais, a adoção do termo 'língua adicional', em vez de outros termos como ‘segundas línguas’ ou ‘línguas estrangeiras’, ocorre por várias razões:

[o]s estudantes podem na verdade estar aprendendo não uma segunda, mas uma terceira ou quarta língua. ‘Adicional’ se aplica a todas, exceto, claro, a primeira língua aprendida. Uma língua adicional, além disso, pode não ser estrangeira, já que muitas pessoas no seu país podem falar essa língua rotineiramente. O termo ‘estrangeiro’ pode, com efeito, sugerir estranho, exótico ou, talvez, alheio — todas essas conotações indesejáveis. Nossa escolha do termo ‘adicional’ sublinha o nosso entendimento de que línguas adicionais não são necessariamente inferiores ou superiores, nem substitutas para a primeira língua de um estudante. (ELLIOT et al, 2001, p. 6[1])

Com a criação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP, 1989) e, posteriormente, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP, 1996), a língua portuguesa foi definitivamente assumida pelos Estados de língua portuguesa como património comum, fator de congregação de vontades e destinos. A partir de 2010, ano em que foi firmado o Plano de Ação de Brasília, ao pluricentrismo aliou-se a vontade de adotar uma gestão supranacional das políticas para a língua portuguesa, partilhada por todos os Estados em igualdade de circunstâncias, da responsabilidade do IILP. Dois grandes projetos, entre outros, conformam esta nova consciência de pluricentrismo e gestão partilhada: o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC - http://voc.cplp.org/) e o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE - http://www.ppple.org/).

Num momento em que se avalia o crescente valor económico do português[2] e em que os decisores políticos consagraram o português como língua pluricêntrica, importa saber em que se consubstancia o pluricentrismo, o que ele significa para os seus falantes, que implicações  traz para a investigação linguística e literária, para a formação de professores, para as práticas de ensino e para possíveis acordos entre sistemas de avaliação. Estes são debates centrais e estratégicos para a formação dos profissionais em língua portuguesa, e o III SINEPLA “Português língua pluricêntrica: das políticas às práticas” propicia uma oportunidade de convivência e troca de ideias para a reflexão sobre esses temas.

Participações Confirmadas

Margarete Schlatter (UFRGS)

Margarita Correia (CELGA-ILTEC/FLUL)

Paulo Feytor Pinto (APEDI/CELGA-ILTEC)

Pedro de Moraes Garcez (UFRGS)

Chamada de Trabalhos

Com o objetivo de refletir sobre as implicações e o alcance de uma perspectiva pluricêntrica do português, serão aceites inscrições para comunicações individuais e pósteres relacionados com:

  1. as seguintes temáticas:
  2. formação de professores de português como língua adicional (PLA);
  3. ensino e avaliação de PLA em diferentes contextos;
  4. produção de materiais e recursos didáticos de PLA, presenciais e online;
  5. ensino de tradução, culturas e literaturas de países de língua portuguesa;
  6. políticas e iniciativas de promoção, projeção e difusão do português e de culturas dos países de língua portuguesa;
  7. as seguintes categorias:
  8. investigação: trabalhos que apresentem aprofundamento teórico e metodológico, com resultados (ainda que preliminares);
  9. investigação e desenvolvimento: trabalhos que apresentem o desenvolvimento de currículo, de programas de ensino, de instrumentos de avaliação e/ou certificação, de novos recursos pedagógicos e/ou tecnológicos, de iniciativas de promoção, projeção e difusão do português e de culturas de países de língua portuguesa, entre outros; a ênfase pode ser mais prática;
  10. práticas de ensino e de avaliação: comunicações que tenham como objetivo apresentar práticas de ensino e de avaliação que tenham um caráter reflexivo. As propostas devem conter elementos que indiquem a sua possível relevância em outros contextos de ensino.

As comunicações individuais terão 20 minutos de duração e 5 minutos para discussão.

Os pósteres têm como objetivo apresentar projetos em fase inicial, em desenvolvimento ou com resultados parciais.

Os trabalhos apresentados poderão ser submetidos para publicação em uma edição especial da Revista BELT+ (Brazilian English Language Teaching Journal –

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/index). Os trabalhos serão apreciados pela Comissão Editorial da revista e, se aprovados, serão publicados em 2021.

Datas Importantes


NOVA DATA: 08 de dezembro de 2019: data-limite para submissão de resumos
13 de janeiro de 2020: divulgação dos trabalhos aceites para apresentação
13 de janeiro a 13 de abril de 2020: período de inscrição dos participantes com apresentação
maio de 2020: divulgação do programa

24, 25 e 26 de junho: III SINEPLA

31 de julho: data-limite para a submissão de artigos para publicação

Valores das Inscrições

 

Com apresentação de trabalho

Ouvintes

Até 13 de fevereiro

€80

€40

Após 13 de fevereiro

€110

€55

Normas para submissão de resumos

Os resumos submetidos devem:

  • ter entre 300 e 400 palavras;
  • ser escritos em português;
  • ser submetidos pela página  https://easychair.org/conferences/?conf=sinepla3 até ao dia 08 de dezembro de 2019 (PRAZO PRORROGADO); é necessário fazer o registo no Easychair;
  • apresentar de forma clara: título, temática, objetivo(s) do trabalho, base teórica e resultados (ainda que preliminares);
  • ter entre 3 e 5 palavras-chave
  • indicar a temática do trabalho e o tipo de apresentação (póster ou comunicação individual)

Informações sobre como fazer a submissão podem ser encontradas no seguinte link: https://easychair.org/help/how_to_submit

Cada autor pode submeter no máximo duas propostas, uma como autor principal e outra como coautor.

 

Comissão Organizadora

Tanara Zingano Kuhn (CELGA-ILTEC) - Presidente

Daniela Doneda Mittelstadt (King’s College London) - Vice-presidente

Isabel Pereira (CELGA-ILTEC/FLUC)

Juliana Roquele Schoffen (UFRGS)

Margarete Schlatter (UFRGS)

Margarita Correia (CELGA-ILTEC/FLUL)

 

E-mail para contacto: sinepla.contato@gmail.com 

Facebook: www.facebook.com/sinepla
Twitter: www.twitter.com/Sinepla

 

Organização

Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada (CELGA-ILTEC), Universidade de Coimbra

Departamento de Espanhol, Português e Estudos Latino-americanos, King’s College London (KCL) 

Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)       


[1] ELLIOT, L.; JUDD, E. L.; TAN, L.; WALBERG, H. J. (2001) Teaching additional languages. Genebra: International Academy of Education/International Bureau of Education. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000125455, acesso em 17/10/2019.

[2] cf. RETO, L. (2012) Potencial económico da língua portuguesa. Disponível em: http://cvc.instituto-camoes.pt/area-conhecer-exposicoes-virtuais/potencial-economico-inicio-dp2.html#.Xam89tJKit9; Lusofonia  - Indicadores socioeconómicos dos Países de Língua Portuguesa. Disponível em:

https://www.instituto-camoes.pt/sobre/publicacoes/outras-publicacoes/indicadores-socioeconomicos-dos-paises-de-lingua-portuguesa-2, acesso em 17/10/2019.

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