Domingo, 16 de Junho de 2019
Congressos

II Congresso Internacional Línguas, Culturas e literaturas em diálogo

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil, Itália

Chamada para STs, Estudos Comparatistas, Estudos Culturais, Letras, Língua, Literatura

 

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

UNIVERSITÀ DEGLI STUDI DI PERUGIA

CILBRA – Centro Studi Comparati Italo-Luso-Brasiliani

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA – IFB

 

CHAMADA DE INSCRIÇÃO DE SIMPÓSIOS

 

II Congresso Internacional

LÍNGUAS, CULTURAS E LITERATURAS EM DIÁLOGO: IDENTIDADES SILENCIADAS

Brasília, 16 - 18 de agosto de 2018

Como desdobramento do que foi proposto no I Congresso, Culturas e Literaturas em Diálogo: identidades em movimento, organizado em 2016 pelo CILBRA - Centro de Estudos Italo-Luso-Brasileiros, da Universitá degli Studi di Perugia, pela Universidade de Brasília e pela Universidade Federal de Goiás, no qual apresentaram- se reflexões sobre as migrações, suas consequências e reflexos sobre a vida das pessoas e dos povos envolvidos em processos migratórios, desejamos propor agora o II Congresso, cujo foco se concentrará nas vozes marginalizadas, obscurecidas ou silenciadas nos processos de mobilidade histórico-geográfica e econômico-social, seja como consequência direta de tal processo seja como resultado indireto das dinâmicas a ele relacionadas. Nesse sentido, a ótica de estudo poderá ser sincrônica ou diacrônica, já que muitos dos fenômenos aos quais assistimos hoje ligam-se a origens e causas que remontam ao passado histórico dessas comunidades. As imigrações sempre acompanharam a história humana, mas, talvez nunca como no presente,  elas  assumiram  proporções  de  um  verdadeiro  êxodo,  com  populações inteiras que se deslocam pelo mundo à procura de uma possibilidade qualquer de existência. Se o fenômeno da globalização abriu as portas aos mercados por toda a parte, o mesmo não ocorreu em relação às pessoas e a uma parte considerável de grupos e nações não pode desfrutar do desenvolvimento dos meios modernos de transporte e comunicação, encontrando-se, assim, cada vez mais marginalizada.

Sob outro ângulo, nos países que se formaram em decorrência de processos coloniais como o Brasil, as nações africanas e de toda a América, os vários grupos socioculturais envolvidos desenvolveram modalidades de convivência que deram origem, ao longo dos séculos, a uma sociedade multicultural e multiétnica na qual nem todos conseguiram desfrutar dos mesmos direitos de cidadania e nem todos são igualmente respeitados. Entre as vozes silenciadas, no caso dos países latino- americanos, podemos citar, por exemplo, o caso dos índios originários do continente, os vários africanos que chegaram como escravos, os imigrantes vindos de diversos continentes, os pobres condenados por uma urbanização selvagem a viver em periferias degradadas, as mulheres às quais não se reconhecem os mesmo direitos  dos homens, as crianças exploradas, os idosos, e todos aqueles que não podem ser absorvidos pela sociedade de consumo e que, por isso, são descartados.Em tal processo de guetificação, o conceito de limite ou fronteira é fundamental, seja ele entendido como territorial (entre regiões ou entre países distintos), seja sociocultural (entre grupos internos que exprimem línguas culturas e ideologias distintas da canônica, ou concebida como tal).

Observe-se, nesse sentido, que as línguas e as literaturas são terreno fértil para se observar os intercâmbios e os fenômenos de hibridização, contaminação e fusão entre tradições, ou mesmo de atrito e disputa entre aquilo que é considerado parte do cânone nacional e aquilo que o confronta, voluntariamente e involuntariamente, com  a inserção de pontos de vista conflituosos em relação àquele hegemônico. É preciso esclarecer que a noção de "hibridização cultural" não deve levar a mascarar e/ou apagar as origens dos elementos típicos e autênticos, constitutivos das realidades culturais em análise. Em tal ótica, inserem-se também o debate sobre a tradução como processo de enunciação e intepretação das diferenças que não são apenas linguísticas, mas que são sobretudo políticas e culturais.

Serão aceitos trabalhos que tratem de assuntos no âmbito da língua portuguesa, das literaturas de língua portuguesa, brasileira e dos países africanos de língua portuguesa, da língua e da literatura italiana e da literatura comparada que mantenham relação com as culturas de língua portuguesa.

 

Informações sobre inscrição de simpósios:

Estão abertas até 15/11/2017 as inscrições de Simpósios relacionados à temática proposta no II Congresso Internacional Línguas, Culturas e Literaturas em Diálogo: identidades silenciadas.

Normas:

Os interessados em remeter propostas de organização de Simpósios para o II Congresso Internacional Línguas, Culturas e Literaturas em Diálogo: identidades silenciadas poderão fazê-lo até o dia 15/11/2017. As propostas devem ser enviadas por e-mail, respeitando o seguinte formato:

  1. Título do Simpósio;
  2. Nome, titulação e Instituição dos Organizadores (até dois professores-doutores);
  3. Resumo da proposta do Simpósio (até 2000 caracteres);
  4. Palavras-chave (até 5);
  5. Referências Bibliográficas.

O e-mail para envio das propostas de Simpósio é: lcldialogo@gmail.com

Comissão Organizadora

Alexandre Pilati (UnB)
Eloisa Pilati (UnB)
Rozana Naves (UnB)
Solange Fiuza (UFG)
Wilson Flores (UFG)
Daniele Rosa (IFG – DF)
Anna Sulai Cappone (Unipg – Itália)
Paula de Paiva Limão (Unipg - Itália)
Vera Lucia de Oliveira (Unipg - Itália)

Comitê Científico

Alexandre Pilati (UnB)
Eloisa Pilati (UnB)
Edvaldo Bergamo (UnB)
Regina Dalcastagnè (UnB)
Rozana Naves (UnB)
Solange Fiuza (UFG)
Wilson Flores (UFG)
Marcelo Ferraz (UFG)
Daniele Rosa (IFG – DF)
Anna Sulai Cappone (Unipg – Itália)
Paula de Paiva Limão (Unipg - Itália)
Vera Lucia de Oliveira (Unipg - Itália)
Roberto Vecchi (Unibo – Itália)
Giorgio De Marchis (Roma Tre – Itália)
Ana Maria Lisboa de Mello (PPG – UFRJ) Vagner Camilo (USP)
Mário Frungillo (UNICAMP)
Antonio Donizeti Pires (UNESP - Araraquara)
Ida Alves (UFF)
Arnaldo Saraiva (Universidade do Porto)
Francisco Topa (Universidade do Porto)
Osvaldo Silvestre (Universidade de Coimbra)
Antonio Manuel Ferreira (Universidade de Aveiro)
Vania Chaves (Universidade de Lisboa)

Contatos

lcldialogo@gmail.com

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