Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
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II Colóquio Amazônias, Cidades e Jardins: Arquitetura da Paisagem e Cultura Paisagística

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para trabalhos, Paisagem

II Colóquio Amazônias, Cidades e Jardins: Arquitetura da Paisagem e Cultura Paisagística
13, 14 e 15 de junho de 2018 | Museu Paraense Emílio Goeldi
Belém - PA - Brasil

 

O II Colóquio Amazônias, Cidades e Jardins: Arquitetura da Paisagem e Cultura Paisagística se justifica como fórum de debate que visa aproximar as teorias da paisagem às práticas socioespaciais que constituem o desenho das cidades amazônicas, sejam aquelas que alcançaram historicamente o status de grande metrópole, as que nasceram sob o signo de projetos desenvolvimentistas das décadas de 1970 e 1980, as de pequeno porte ou, ainda, as que se constituem em pequenos povoados em meio à floresta ou às margens dos rios.

As questões correlacionadas às trajetórias históricas, às escalas e aos cotidianos destas cidades, vistas à luz do campo de estudos da paisagem, oferecem um amplo aparato de ferramentas que, não apenas deflagram novas interpretações deste ambiente, mas nos dizem muito a respeito da arquitetura da paisagem e da cultura paisagística dessa região, a partir de uma leitura que se sobrepõe ao campo disciplinar dos jardins e do paisagismo. 

No arco analítico que se formaliza por meio deste processo, não surgem apenas elementos que instigam a reflexão de conjunto de fenômenos urbanos que se sobressaem nesse cenário: emerge também um debate cuja perspectiva, conforme observa Jean Marc-Besse, auxilia, substantivamente, o “ler” a paisagem e “perceber” os modos de organização do espaço. Nesta ordem discursiva, a paisagem, o espaço e a fenomenologia do lugar, inscrito no universo amazônico, ganha relevância quando tentamos reinterpretar os centros urbanos da região, e, contingencialmente a isso, dimensionar como eles, na atualidade, estabelecem múltiplas formas de relação com seu ambiente. A sombra da floresta, o ritmo das águas de rios, dos igarapés e da chuva, tudo isso é pautado por uma cultura peculiar de grupos sociais que cadenciam cotidianos em meio ao surgimento de dinâmicas urbanas favorecidas por novas mentalidades que se estabelecem nas cidades do século XXI. Logo, migrações transculturais, rearranjos socioespaciais, hibridizações na arquitetura da paisagem e novas experiências paisagísticas seguem criando diferenciados cenários e modus de vivência na urbe amazônica. 

Os aspectos de ordem natural ou não consolidados historicamente na paisagem das cidades da Região Norte, somados à dinâmica de um corpo social que enfrenta cotidianamente os desafios e as tensões oriundas das transmutações urbanas em suas múltiplas escalas e dimensões, são o eixo central das discussões deste colóquio. Em paralelo a isso, ganha relevo nas discussões que pautam esse colóquio, questões relacionadas à morfologia, aos usos e fluxos cotidianos da cidade, e aos simbolismos culturais e religiosos que se manifestam na arquitetura da paisagem amazônica (ou que a releem em texto ou imagens), interpretados a partir de seus espaços livres públicos e privados (praças, parques, jardins públicos e privados) como também, pela fenomenologia dos lugares que imantam a cidade - através de leituras transhistóricas e transdisciplinares.

Deste modo, o segundo colóquio desenha-se em três eixos temáticos que pretendem ampliar a discussão sobre as cidades amazônicas que vivem na arquitetura de suas paisagens as transformações e tensões de uma contemporaneidade que se materializa no espaço urbano de forma cada vez mais artificializada e, em determinados momentos, ignora ou mascara substancialmente a dinâmica ambiental e a cultura paisagística própria da região. Portanto, os eixos temáticos também estabelecem uma pauta de discussões sobre práticas políticas e sociais que têm sido colocadas em ação pelo Estado, questionando suas dimensões, limites e descasos com o trato das questões sociais e do ambiente urbano. Essa é mais uma premissa relevante que alinha a discussão sobre a paisagem stricto sensu e o status quo que define o cenário sociopolítico e ambiental amazônico. Nossa intenção é transformar esse debate em uma narrativa teórica e reflexiva que potencialize ganhos efetivos para os estudos sobre a região amazônica.

Eixos Temáticos

  1. Aspectos biofísicos e  socioespaciais  das cidades amazônicas;
  2. Migrações transculturais: a arte e o campo do sensível na construção da paisagem na Amazônia;
  3. Diálogos transdisciplinares no ideário urbano-paisagístico:  o imaginário e o potencial simbólico amazônico.

Calendário

Abertura de inscrição de trabalhos 01 de fevereiro
Prazo final para inscrição de comunicações, mediante o envio da ficha de submissão 15 de abril
Avaliação pelo Comitê Científico 15/04 a 25/04
Divulgação da lista de comunicações aceitas 30 de abril
Envio dos trabalhos revisados e inscrições   01/05 a 15/05
Inscrições de Ouvintes 16/05 a 13/06

 

Maiores Informações: https://paisagenshibridas.eba.ufrj.br/amazonia_2018.html.

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