Entre sombras e silêncios: redescobrir Guilhermina de Azeredo
Início: ⋅ Fim: ⋅ Data de abertura: ⋅ Data de encerramento: ⋅ Países: Portugal
Chamada de Comunicações
Durante muito tempo, a obra de Guilhermina de Azeredo permaneceu numa zona periférica da história literária portuguesa. Escritora, educadora e interveniente social, a autora desenvolveu uma parte da sua atividade em Angola e, já em Portugal, colaborou em periódicos e revistas dirigidas ao público feminino, construindo uma obra marcada pela observação das realidades coloniais, das relações sociais e das experiências das mulheres. Contudo, diversos fatores contribuíram para a sua relativa invisibilidade no cânone literário: a sua condição de mulher, a distância dos principais centros de legitimação cultural e as transformações políticas e críticas que afetaram a receção da literatura colonial portuguesa.
O colóquio Entre sombras e silêncios: redescobrir Guilhermina de Azeredo propõe-se revisitar a trajetória intelectual, literária e cívica da autora, promovendo uma reflexão crítica sobre a sua obra, os seus contextos de produção e circulação e os mecanismos de esquecimento que marcaram a sua receção. Pretende-se igualmente contribuir para a reavaliação do lugar de Guilhermina de Azeredo na história da literatura portuguesa e para o aprofundamento dos estudos sobre autoria feminina e literatura colonial.
Convidam-se investigadores, docentes, estudantes de pós-graduação e demais interessados a apresentar propostas de comunicação relacionadas com, entre outros, os seguintes eixos temáticos:
- Guilhermina de Azeredo e a literatura colonial portuguesa;
- Angola na obra de Guilhermina de Azeredo;
- Representações do espaço colonial e das relações interculturais;
- Escrita feminina e autoria no contexto colonial;
- Mulheres, educação e intervenção social;
- Colaboração em revistas e periódicos femininos;
- Redes de sociabilidade intelectual e cultural;
- Literatura, género e processos de canonização;
- Esquecimento, marginalização e redescoberta de autoras;
- História da leitura, da imprensa e da circulação literária;
- Perspetivas comparatistas sobre escritoras do império português;
- Novas abordagens críticas à literatura colonial.
As propostas deverão incluir:
- Título da comunicação;
- Resumo (até 300 palavras);
- Breve nota biobibliográfica (até 100 palavras);
- Afiliação institucional.
As comunicações terão a duração de 20 minutos, seguidas de debate.
Datas importantes
- Envio de propostas: 10 de setembro de 2026
- Notificação de aceitação: 20 de setembro de 2026
Organização
Elsa Pereira (CITCEM)
Francisco Topa (CITCEM / FLUP)
Maria do Carmo Azeredo Lopes
Susana Pimenta (UTAD)
Contacto


