Segunda-feira, 08 de Junho de 2026
Congressos

Entre sombras e silêncios: redescobrir Guilhermina de Azeredo

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Chamada para trabalhos, Literatura

Chamada de Comunicações

 

Durante muito tempo, a obra de Guilhermina de Azeredo permaneceu numa zona periférica da história literária portuguesa. Escritora, educadora e interveniente social, a autora desenvolveu uma parte da sua atividade em Angola e, já em Portugal, colaborou em periódicos e revistas dirigidas ao público feminino, construindo uma obra marcada pela observação das realidades coloniais, das relações sociais e das experiências das mulheres. Contudo, diversos fatores contribuíram para a sua relativa invisibilidade no cânone literário: a sua condição de mulher, a distância dos principais centros de legitimação cultural e as transformações políticas e críticas que afetaram a receção da literatura colonial portuguesa.

O colóquio Entre sombras e silêncios: redescobrir Guilhermina de Azeredo propõe-se revisitar a trajetória intelectual, literária e cívica da autora, promovendo uma reflexão crítica sobre a sua obra, os seus contextos de produção e circulação e os mecanismos de esquecimento que marcaram a sua receção. Pretende-se igualmente contribuir para a reavaliação do lugar de Guilhermina de Azeredo na história da literatura portuguesa e para o aprofundamento dos estudos sobre autoria feminina e literatura colonial.

Convidam-se investigadores, docentes, estudantes de pós-graduação e demais interessados a apresentar propostas de comunicação relacionadas com, entre outros, os seguintes eixos temáticos:

  • Guilhermina de Azeredo e a literatura colonial portuguesa;
  • Angola na obra de Guilhermina de Azeredo;
  • Representações do espaço colonial e das relações interculturais;
  • Escrita feminina e autoria no contexto colonial;
  • Mulheres, educação e intervenção social;
  • Colaboração em revistas e periódicos femininos;
  • Redes de sociabilidade intelectual e cultural;
  • Literatura, género e processos de canonização;
  • Esquecimento, marginalização e redescoberta de autoras;
  • História da leitura, da imprensa e da circulação literária;
  • Perspetivas comparatistas sobre escritoras do império português;
  • Novas abordagens críticas à literatura colonial.

As propostas deverão incluir:

  • Título da comunicação;
  • Resumo (até 300 palavras);
  • Breve nota biobibliográfica (até 100 palavras);
  • Afiliação institucional.

As comunicações terão a duração de 20 minutos, seguidas de debate.

 

Datas importantes

  • Envio de propostas: 10 de setembro de 2026
  • Notificação de aceitação: 20 de setembro de 2026

 

Organização

Elsa Pereira (CITCEM)

Francisco Topa (CITCEM / FLUP)

Maria do Carmo Azeredo Lopes

Susana Pimenta (UTAD)

 

Contacto

franctopa@gmail.com

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