Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
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Educar para soletrar Emancipação: O legado de Paulo Freire e o MST

Início: Fim: Países: Portugal

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“É em direção a outras formas de existir que marcham os militantes e amigos do Movimento Sem Terra”. Assim afirmou Paulo Freire, em conhecida entrevista de 17 de Abril de 1997, ao lembrar que “marchas são andarilhagens históricas do mundo”, que revelam “o ímpeto de vontade amorosa de mudar o mundo”. O grande educador se referia a grande marcha do MST realizada naquele ano: “milhares de caminhos feitos contra uma vontade reacionária histórica no país, milhares de pessoas se afirmando como gente e como sociedade querendo democratizar-se”.

Partindo da actualidade da obra de Paulo Freire, em diálogo com questões contemporâneas brasileiras, a historiadora Adelaide Gonçalves analisa o legado do educador nas práticas e reflexões do MST. Com relevo para os sentidos da educação de crianças, jovens e adultos – incluindo as problemáticas em torno dos conceitos de alfabetização e escolarização – a professora da Universidade Federal do Ceará reflecte sobre os modos que o pensamento freireano é afirmado em ocupações, assentamentos, escolas do campo, centros de educação e uma Escola Nacional, intitulada Florestan Fernandes. Em discussão, um projecto e uma pedagogia que redefinem a função seminal do livro e da formação de bibliotecas como ferramentas de transformação e para a leitura do mundo.

Após a conferência, será lançado o caderno Conflitos no campo Brasil 2018, editado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), obra de referência para os dados nacionais sobre questões como assassinatos de ativistas, trabalho escravo, conflitos pela água, a luta das mulheres no campo.

 

ENTRADA LIVRE

NOVA FCSH, Lisboa
19 de Junho, 18h, Sala 0.07 (Edifício ID)

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