Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
Congressos

Lutas de libertação, a "queda do império" e o nascimento [em imagens] das nações africanas

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal, Reino Unido

Cinema, Chamada para trabalhos

O Centre for Film Aesthetics and Cultures, da Universidade de Reading e o Centro Camões de Língua e Cultura Portuguesa do King’s College London, sediam, nos dias 27 e 28 de janeiro de 2016, respetivamente, o Congresso Internacional Lutas de libertação, a «queda do império» e o nascimento [em imagens] das nações africanas.
 
O quadragésimo aniversário da descolonização portuguesa de África é o pretexto para debater como Portugal “imaginou” a política colonial através da imagem em movimento e como as representações propagandistas começaram a ser questionadas pelo Novo Cinema português, em obras que foram censuradas e proibidas. As representações cinematográficas do colonialismo português foram depois afrontadas por filmes realizados no âmbito dos movimentos de libertação e pelas imagens criadas através da projeção cinematográfica nacional (Frodon) dos novos países africanos de língua portuguesa.
 
Esta conferência quer contribuir para iluminar pontos em comum nas emergências dos cinemas em Angola, Moçambique e Guiné Bissau, que têm sido estudados isoladamente, e para uma reflexão sobre uma genealogia da emergência dos Cinemas Novos a partir da militância que toma o filme como arma para mudar a sociedade e fixar o nascimento [em imagens] das novas nações, projetando-as em função dos programas políticos dos partidos marxistas que assumiram o poder. Pretende-se ainda analisar como o Cinema Novo brasileiro, o Cinema Cubano e os autores da Rive Gauche da Nouvelle Vague francesa participaram na questionação e rutura com as representações coloniais da ditadura portuguesa e, sobretudo, na formação dos projetos e arquivos cinematográficos das nações africanas emergentes.
 
Pretende-se debater, para além da lógica das propagandas nacionais, com que filmes é que o cinema conta a história destes novos países enquanto conta a sua própria história (Godard/Ishaghpour)? Finalmente, debate-se como é que, na “urgência do presente”, é feita a redenção do passado (Benjamin) através de um “cinema de resistência” (Deleuze), como o de Pedro Costa, e por outras práticas artísticas que usam a imagem em movimento?
 
Recepção de propostas de comunicação (até 300 palavras) até 21 de novembro de 2015 através do email alephconferencia@gmail.com e notificação de aceitações até meados de dezembro. Aceitam-se propostas que alarguem o debate mas as comunicações, com vinte minutos de duração, poderão focar-se nos seguintes eixos:
 
-Cinema internacionalista e emergência filmada das nações
-Colonialismos “imaginados”. Dos cinemas de propaganda colonialista e militante a um “cinema de resistência” (Deleuze)
-Contributos para uma genealogia dos Cinema(s) Novo(s). Da nação para a pessoa
-Representações (pós-)coloniais
-Intermedialidade nas representações do colonial, pós-colonial e descolonização
das imagens em movimento
-Dos processos de censura às imagens “apesar de tudo” (Didi-Huberman)
-Neo-colonialismo nas imagens em movimento
 
Conferência Internacional
Lutas de libertação, a “queda do império” e o nascimento [em imagens] das nações africanas
Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading, 27 de janeiro
Camões Centre for Portuguese Language and Culture, King’s College of London, 28 de janeiro
 
Coordenação: Maria do Carmo Piçarra
 
Equipa responsável pela organização do congresso
 
‧ Lúcia Nagib, directora do Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading
‧ João Paulo Silvestre, director do Camões Centre for Portuguese Language and Culture, Arts & Humanities Research Institute (AHRI), King’s College of London
‧ Rosa Cabecinhas, investigadora e professora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho
‧ Maria do Carmo Piçarra, Investigadora Pós-Doutoral, Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading e no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho; CEC – FLUL / Universidade de Lisboa
‧ Abdoolkarim Vakil, Departmento Spanish, Portuguese and Latin American Studies & Department of History, King’s College of London
‧ José da Costa Ramos, professor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
 
Especialistas e artistas convidados
 
‧ Ana Balona de Oliveira, curadora, investigadora pós-doutoral, CEC – FLUL / Universidade de Lisboa
‧ Catarina Laranjeiro, cineasta e investigadora, CES – Universidade de Coimbra
‧ Daniel Barroca, artista plástico
‧ Filipa César, artista plástica
‧ José Manuel Costa, director da Cinemateca Portuguesa
‧ Lee Grieveson, director do Departamento de Estudos Fílmicos da University College of London e coordenador do projecto Colonial Film – Moving Images of the British Empire
‧ Maria Benedita Basto, professora, professor, Université Sorbonne Nouvelle – Paris 8
‧ Paulo Cunha, investigador e professor, CEISXX – Universidade de Coimbra
‧ Pedro Costa, cineasta
‧ Raquel Schefer, artista plástica, professora e investigadora, Université Paris 3 - Sorbonne Nouvelle
‧ Robert Stock, professor, University of Konstanz
‧ Ros Gray, curadora, investigadora e professora, Goldsmiths College – University of London
‧ Teresa Castro, historiadora de arte, curadora e professora, Université Paris 3 - Sorbonne Nouvelle
 
Parceiros institucionais
 
‧ Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading,
‧ Camões Centre for Portuguese Language and Culture, King’s College of London
‧ Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho
‧ Cinemateca Portuguesa
‧ Aleph – Rede de investigação e conhecimento crítico da imagem colonial
 
Fonte: https://www.facebook.com/carmopicarra/posts/10205661637160311 / Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho | Foto: Agostinho Neto, Frente Leste, Angola 1968. © Augusta Conchiglia.

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