Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020
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Transgressão latina: a prática da decolonialidade | Chamada da revista POSTO68

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Arquitetura, Chamada para artigos, Estudos Decoloniais, Urbanismo

A Revista POSTO 68, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, recebe artigos para o seu segundo número que terá como tema "Transgressão latina: a prática da decolonialidade". O prazo máximo para o envio é o 3 de agosto de 2020. As submissões serão aceitas apenas na língua portuguesa.

Transgressão latina: a prática da decolonialidade

Em seu segundo número, a Revista POSTO68 busca pôr em disputa os sentidos de apreensão da América Latina através dos estudos decoloniais - do ser, do saber, de gênero e da natureza -, tendo como base a pluralidade de cenários políticos, revolucionários, econômicos, culturais, artísticos e arquitetônicos.

Da invasão e exploração da natureza e do genocídio dos povos originais da América Latina - a região das veias abertas -, nasce a modernidade e o desenvolvimento europeu, e posteriormente estadunidense. A POSTO68 busca disputar o entendimento da América para além de um “quintal” dos Estados Unidos e da Europa, para além do espaço do exótico, do mito e da magia, da produção de commodities, da exploração territorial e dos corpos, do turismo sexual. Reinventar o imaginário sobre a América Latina se coloca como parte de um processo e estudo que podemos chamar de decolonial.

Os estudos decoloniais surgem como contribuições teóricas e investigativas compreendendo que a colonialidade - política, econômica, dos corpos e da mente - sobrevive ao colonialismo - um tempo histórico. Nesse sentido, o sociólogo peruano Aníbal Quijano teve importante papel no deslocamento e na subversão necessárias para o rompimento em estudos e leituras tradicionalmente eurocêntricos sobre as américas ao desenvolver o conceito de “colonialidade do poder”.

Sendo um padrão de dominação global, a colonialidade do poder se sustenta por dois eixos centrais: o sistema de dominação cultural, aquele de produção e reprodução de subjetividades; e o sistema de exploração social global, de controle do trabalho pelo capital. O tema da decolonialidade, portanto, é tratado como o inverso da modernidade, ou seja, uma forma de rever e transgredir à constituição histórica pré estabelecida e imposta. Uma necessidade de revisitar a história, reorganizar as referências e transformar as estruturas.

A partir disso, busca-se reunir trabalhos que discutam, entre outros, os seguintes tópicos para compor o segundo número da revista:

  • Disputa da América e da identidade americana;
  • Proximidade das questões decoloniais no Brasil;
  • Dicotomia entre “primeiro e terceiro mundo”, centro e periferia,norte e sul global;
  • Estruturas capitalistas de dominação - colonialidade do poder, do ser, do saber, de gênero e da natureza;
  • Crítica e utopias decoloniais na arquitetura e urbanismo;
  • Práticas transgressoras: como transformar as estruturas?;
  • Feminismo decolonial;
  • Racialização dos povos latinos americanos;
  • Racismo estrutural como resquício da colonização;
  • Novas formas de subjetividades na arte e na produção de conhecimento;

A revista POSTO68 aceita artigos nos seguintes formatos: textual (artigo científico, ensaio, crônica, resenha e poema) com possibilidades de imagens inseridas e devidamente referenciadas e trabalhos de imagem (charge, colagem, fotografia, série fotográfica e projeto) com possibilidade de texto de acompanhamento.

Mais informações no arquivo em anexo e através do e-mail revistaposto68@gmail.com.

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