Quarta-feira, 21 de Abril de 2021
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Chamada para o número 59 da Revista MOARA: Descentrar o cânone da memória literária

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Chamada para artigos, História, Letras, Literatura, Memória , Tradução

Chamada para o número 59 da Revista MOARA

Descentrar o cânone da memória literária: repensando a obra de Bernardo Kucinski

 

MOARA, Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Pará está com chamada aberta para o número 59, ago-dez 2021, organizado pelos professores Dr. Vincenzo Russo (Universidade de Milão/Cátedra António Lobo Antunes), Dra. Marianna Scaramucci (Universidade de Milão) e Dra. Mayara Ribeiro Guimarães (Universidade Federal do Pará).

A publicação é prevista para o 2º semestre de 2021 e o prazo de submissão vai de 1 de março a 15 de setembro de 2021.

Em 2011, uma jovem e militante editora de São Paulo – a Expressão Popular – dava à estampa o primeiro romance de Bernardo Kucinski que deveria virar em poucos anos um paradigmático livro-culto (como lhe chamou o próprio autor) no Brasil e no estrangeiro. Um livro que obrigava o sistema cultural brasileiro a fazer mais uma vez as contas com as memórias não apenas literárias da Ditadura Militar a não ser por razões que iam além do campo literário: o romance de Kucinski foi o único documento literário utilizado pela Comissão da Verdade (2014). K. Relato de uma Busca (traduzido hoje em treze línguas e finalista dos prêmios São Paulo de Literatura e Portugal Telecom) marcava a estreia literária (aos 74 anos de idade) de um reconhecido jornalista e professor, ensaísta e divulgador cultural e também secretário de imprensa do ex-presidente Lula em seu primeiro governo (2003-2006).  Três anos depois de K., Kucinski publicava o livro Você vai voltar pra mim e outros contos, em 2014, e no mesmo ano, Alice. Não mais que de repente, pela editora Rocco. Dois anos depois, em 2016, estreia na maior editora do país, Companhia das Letras, com Os Visitantes, que representa a continuação em jeito de diálogo-reação à leitura de K. Relato de uma Busca, formando os dois livros uma espécie de mini-ciclo. De 2017 é Pretérito imperfeito onde está problematizada a questão do racismo através da história de laços familiares em desagregação. Em 2019, lança uma “paródia distópica do presente”, o romance A Nova Ordem e, pela mesma editora Alameda, publica em tempos de pandemia Júlia: nos campos conflagrados do Senhor, para contar através do romance, a história dos bebês sequestrados na ditadura.

Os organizadores deste dossiê da Revista Moara convidam as pesquisadoras e os pesquisadores a apresentarem artigos que analisem o conjunto da obra de Kucinski e a sua figura como inteletual engagé, o papel que essa obra ocupa na produção literária contemporânea, na recepção que ela teve fora do Brasil e no diálogo intertextual que ela entretem com a obra de outros autores nacionais e internacionais, a partir de um amplo espectro disciplinar.

 As propostas de submissão podem se adequar dentro das linhas de estudo indicadas a seguir:

  • Estudos de crítica literária
  • Estudo comparativo com obras de autores nacionais e internacionais
  • Memory studies /Literatura e memória
  • Tradutologia
  • Estudos de recepção crítica
  • História intelectual

Serão aceitos artigos escritos em português, inglês, francês ou espanhol, que estejam em conformidade com as normas de publicação da revista, disponíveis em: http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/moara/about/submissions#authorGuidelines e que abordem o tema proposto pelos organizadores ou temas livres.

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