Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
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Exposição Histórias Mestiças

Início: Fim: Países: Brasil

História, Arte, Eventos

Instituto Tomie Ohtake
São Paulo
16 agosto a 5 de outubro de 2014.

 
Com curadoria de Adriano Pedrosa e Lilia Moritz Schwarcz, Histórias Mestiças é fruto de uma profunda e renovada investigação sobre as matrizes formadoras do povo brasileiro, a questão da mestiçagem e seu rebatimento na produção artística. A exposição fricciona cerca de 400 objetos de vários tipos, períodos e procedências - da arte africana tradicional à dos viajantes, do ameríndio ao contemporâneo - trazendo ao público não uma história da mestiçagem, mas uma mestiçagem de muitas histórias: ameríndias, africanas, europeias, pré-coloniais, coloniais e pós-coloniais.
 
Histórias Mestiças é resultado de mais de dois anos de pesquisa dos curadores Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz que contou com o entusiasmo do diretor do Instituto, Ricardo Ohtake, interessado em realizar uma exposição paralela à 31ª Bienal de São Paulo com profunda e renovada investigação sobre as matrizes formadoras do povo brasileiro: a questão da mestiçagem e seu rebatimento na produção artística.
 
Segundo os curadores, o objetivo dessa exposição é provocar e trazer à tona um tema que, de alguma maneira, tem existência ainda discreta entre nós brasileiros. Quem mestiçou quem? Como se mistura inclusão com exclusão social? Como se combinam prazer e dominação? Quais são as diferentes histórias escondidas nesses processos de mestiçagem? Essas são perguntas que, segundo eles, ainda, nem sempre recebem ou alcançam respostas.
 
A mostra, dividida em seis núcleos – Mapas e Trilhas; Máscaras e Retratos; Emblemas Nacionais e cosmologias; Ritos e religiões; Trabalho; Tramas e Grafismos – fricciona telas, esculturas, instalações, mapas, artefactos indígenas e africanos, fotos, documentos, textos, vídeos e histórias. A curadoria propõe reunir e resignificar linguagens sem hierarquizar culturas, mestiçando ainda gerações de artistas e autores com cruzamentos temáticos e conceituais, sem preocupação cronológica. "O nosso intuito foi convidar artistas nacionais, africanos e ameríndios para 'conversar' nessa exposição, de maneira a priorizar um aporte mais amplo e que rompa com as margens precisas e expressas pelos nossos cânones Ocidentais", afirmam os curadores.
 
Instituto Tomie Ohtake
lu: Instituto Tomie Ohtake; licença CC BY-NC 2.0.

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