Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
Congressos

Museus e Exposições — Seminário de Estudos Sobre o Holocausto

Início: Países: Portugal

Educação, Museologia

19 de Outubro às 18h, Canal YouTube do IHC

A investigação sobre o Holocausto é, talvez, das mais dinâmicas no contexto académico internacional. Esta tem estado focada nos países que cometeram ou participaram no genocídio ou nos países cuja população foi alvo de perseguição e de extermínio. Estes estudos também se estenderam aos estados que mantiveram a neutralidade durante o conflito mas que tiveram, ou que poderiam ter tido, um papel importante no salvamento de judeus, como países de trânsito ou de exílio. Em Portugal, a historiografia tem também dedicado uma enorme atenção à temática, que tem estado igualmente presente na vida pública nacional. Em 2021, o governo português lançou o “Projecto Nunca Esquecer – Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto” com o intuito de manter viva a memória deste acontecimento histórico, encarado como ponto de partida para prevenir e combater todas as formas de discriminação.

O Instituto de História Contemporânea, o Museu Nacional Resistência e Liberdade e a Fundação Aristides de Sousa Mendes organizam, a partir do ano letivo de 2021/2022, um seminário anual dedicado às temática do Holocausto. As sessões visam divulgar a mais recente investigação académica, assim como o trabalho desenvolvido na área da educação e da museologia, a nível nacional e internacional.

Sobre esta sessão:

Os antigos campos de concentração estabelecidos pelos nazis em toda a Europa durante os anos 1930 e 1940 transformaram-se em locais de memória no pós-guerra. Paulatinamente, foram abertos ao público para mostrar os crimes aí cometidos e lembrar as vítimas. O Campo de Concentração de Auschwitz foi um dos primeiros a ser transformado em museu, num período em que a Polónia se encontrava sob domínio comunista. Numa primeira fase, o Museu estatal de Auschwitz centrou-se no “martírio” da Polónia e do seu povo, lembrando os perigos do fascismo, omitindo ou marginalizando as histórias de outras vítimas que ali foram encarceradas e executadas, em especial dos judeus. Posteriormente, outros campos de concentração e locais de detenção e de deportação também abriram como lugares de memória e museus. Também Israel e os Estados Unidos da América deram cedo os primeiros passos na musealização do tema, destacando-se o Yad Vashem ou o USHMM.
Estes museus continuaram a expandir-se ao longo dos anos e desenvolveram importantes programas educativos e de mediação, sendo visitados anualmente por milhões de pessoas.

Em Portugal, o Espaço Memória dos Exílios e, posteriormente, do pólo Museológico “Vilar Formoso Fronteira da Paz” são os únicos espaços a reflectirem, em permanência, sobre a temática. Numa altura em que se prepara a musealização e abertura da Casa do Passal, promove-se uma discussão sobre o papel dos museus do Holocausto num momento de recrudescimento da extrema-direita e do anti-semitismo.

A segunda sessão do Seminário de Estudos sobre o Holocausto contará com a participação de cinco especialistas:

A moderação será de Aida Rechena (Museu Nacional Resistência e Liberdade).

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