Sábado, 25 de Setembro de 2021
Congressos

Chamada de Trabalhos - XII Congresso da Sopcom | novo prazo

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Chamada para trabalhos, Ciências da Comunicação

Comunicação & Disrupção: desafios culturais, societais e tecnológicos

Numa era de fragmentação da esfera pública, transformada por fluxos de informação contínuos e fomentados pelos media sociais e digitais, importa repensar a complexidade do fenómeno comunicacional de modo multidimensional e interdisciplinar. No seu emblemático livro Media Life (2012), Mark Deuze chamava a atenção para a ubiquidade dos media na vida quotidiana – já não vivemos apenas com os media, mas sobretudo nos media. Na apreciação das atuais relações entre media e sociedade, vários autores (Couldry e Hepp, 2017; Hepp e Hasebrink, 2018) destacam que a contemporaneidade experimenta uma mediatização profunda, uma remediação digital que marca todos os processos de comunicação.


De que forma os processos comunicacionais disruptivos estão a afetar a validade de conceitos, teorias e enquadramentos tradicionais? Como podemos analisar e re-contextualizar desafios com que se confrontam as ciências da comunicação? Se o digital tornou possível a “apoteose do sonho da diversidade” (Curran, 2008), trouxe também tensões complexas entre ciência social e ética, por um lado, e as possibilidades imensas da robótica e da inteligência artificial, por outro. 

Estas e outras questões serão o fio condutor de congresso que aposta na ligação, convergência e diálogo entre áreas. Neste sentido, convidamos cada participante a elaborar a sua proposta de comunicação a um dos 20 Grupos de Trabalho (GT) da Sopcom e a escolher, simultaneamente, uma a duas das seguintes perspetivas de disrupção, com o objetivo de fomentar o intercâmbio de ideias e aumentar a visibilidade das sessões paralelas.

Esperam-se, assim, contributos de estudos empíricos ou propostas de reflexão que contribuam para uma visão disruptiva sobre os seguintes eixos temáticos.

1. Disrupção criativa

Alguns exemplos de abordagens: inovação nos media, hibridismo, criatividade para explorar fenómenos contemporâneos da comunicação, dos media e de outras indústrias criativas; novas abordagens de teorias e práticas; alterações em formatos e discursos provocados pela pandemia; estratégias de cocriação.

2. Disrupção cultural

Alguns exemplos de abordagens: fenómenos disruptivos nas várias dimensões da cultura e das linguagens, quer no plano da produção (artística, das indústrias culturais) quer no plano dos valores (de uma comunidade, organização ou empresa); reconfiguração e transgressão de códigos semióticos em vários domínios.

3. Disrupção e mercado

Alguns exemplos de abordagens: mercados de bens culturais e sua regulação; processos, modelos e desafios da comunicação organizacional e institucional; modelos de negócio, tendências e mercados emergentes; media especializados; responsabilidade social corporativa; marketing social; estruturas de poder em contexto organizacional.

4. Disrupção informacional

Alguns exemplos de abordagens: relações tensionais e complementares entre informação e comunicação; desinformação e fake news; mecanismos e dinâmicas de disseminação da informação no contexto digital, processos de astroturfing; viralidade da informação; bolhas ideológicas e câmaras de eco; distanciamento e proximidade; ética da informação.

5. Disrupção política

Alguns exemplos de abordagens: polarização e radicalização da esfera pública; media, política e populismos; políticas de desinformação e de pós-verdade; política pandémica; riscos e ameaças para a democracia; política e redes sociais; discursos e representações políticas – hegemónicas, alternativas e de resistência nos media.

6. Disrupção e sociedade

Alguns exemplos de abordagens: a mediação dos domínios sociais; disputa de sentidos em torno de representações mediáticas de identidades de classe, género, sexualidades, raça, etnia,  deficiência, idade e gerações, entre outras. Silêncios e Ruídos na agenda de pesquisa; cidadania e educação; literacias mediáticas.

7. Disrupção tecnológica

Alguns exemplos de abordagens: formatos digitais emergentes e seus impactos na comunicação, media e cultura; sociedade da informação e capitalismo de vigilância; algoritmos e processos de dataficação; impactos das tecnologias nas práticas organizacionais (eg. teletrabalho); reconfigurações do espaço/tempo; cibercultura.

8. Participação disruptiva

Alguns exemplos de abordagens: práticas hegemónicas, alternativas e de resistência  das audiências no consumo da informação e dos media; Ttendências emergentes como news avoidance; práticas disruptivas na curadoria da informação; ativismos políticos digitais; novos mecanismos de  configuração de públicos votantes.

 


Orientações para a elaboração das propostas de comunicação

O resumo deverá ter 350-500 palavras e incluir:

  • Título (e subtítulo, se aplicável)

  • Palavras-chave (3 a 5)

  • Objetivos do estudo

  • Métodos de pesquisa/metodologia (se aplicável)

  • Resultados (se aplicável)

  • Conclusões


Autoria

Cada participante só poderá figurar como autor de duas comunicações (independentemente de ser primeiro ou segundo autor). Se submeter mais do que as permitidas, só serão consideradas para avaliação as primeiras duas comunicações submetidas (por ordem cronológica).

Avaliação

As propostas de resumo serão avaliadas em modo cego pelos coordenadores dos Grupos de Trabalho da Sopcom.


 

Prazo para submissão dos resumos

A submissão dos resumos é feita online através deste formulário, até ao dia 30 de junho 10 de julho de 2021.

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