Terça-feira, 07 de Dezembro de 2021
Congressos

Azuis ultramarinos. Re-imaginar o império pela análise das projecções (anti-)coloniais no cinema

Início: Fim: Países: Macau, Portugal

Cinema, Estudos Luso-Asiáticos

O Centro de Investigação para os Estudos Luso-Asiáticos (CIELA), da Universidade de Macau, em colaboração com a Fundação Oriente (delegação de Macau) organiza nos dias 17 e 24 de Novembro e 01 e 09 de Dezembro 2021 um seminário aberto, online, ministrado pela Profa. Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA & UAL) sobre as representações dos países de língua oficial portuguesa no cinema do / durante o Estado Novo.

Ligação Zoom para a 1ª., 2ª. e 3ª. sessões - 17/11, 24/11 & 01/12
https://umac.zoom.us/j/93113547401   
(Meeting ID: 931 1354 7401)

Ligação Zoom para a 4ª. sessão   - 09/12
(chamamos a atenção para a mudança desta ligação relativamente à que foi anunciada)
https://umac.zoom.us/j/93294398155
(Meeting ID: 932 9439 8155)

Horário para todas as sessões

Relembramos que o horário anunciado no cartaz, na página do Depto. de Português da Univ. Macau, para as sessões é a hora de Macau, que corresponde a +8 horas do que a GMT ou UTC, ou seja: +8 horas do que em Portugal e + 11h do que a hora do Brasil.

18:30 - 20:30 - Hora de Macau
10:30  - 12:30  - Hora de Portugal
07:30  - 09:30  - Hora do Brasil

Contactos da Direcção do CIELA: ciela.lde.seminar@gmail.com / marioN@um.edu.mo

Resumo de conteúdos

O Estado Novo usou o cinema para impor, interna e externamente, a imagem de um país pluricontinental e multirracial. Muitas ideias propagadas nunca foram questionadas após o restabelecimento da democracia e após as independências dos países de língua portuguesa. 

Neste seminário discutir-se-á como é que a propaganda – e a censura - do Estado Novo determinou as representações relativas aos países de língua portuguesa, incluindo os casos da “Ásia Portuguesa” (aula 1), como é que no âmbito dos movimentos de libertação emergiram outras formas de representação fílmica integradas no internacionalismo cinematográfico (aula 2), e como é que, após as independências das ex-colónias, o cinema foi usado para projectar as novas nações, potenciar a criação de identidades nacionais (aula 3 e 4) também com o contributo singular de obras de autor (aula 4).

Este seminário, estruturado em quatro sessões de duas horas, desvelará as evidências da (im)possibilidade de um olhar alternativo ao da propaganda sobre as ex-colónias portuguesas em obras de autor do Cinema Novo que foram censuradas e proibidas. Abordará os usos do cinema durante as lutas de libertação e particularizará os casos de Goa, Macau e Timor. Considerará ainda a emergência de projectos de cinema nacional em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau salientando os contributos de alguns autores. Fará uma breve panorâmica sobre as cinematografias actuais nos países africanos com língua oficial portuguesa particularizando também os casos orientais (aula 4).

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