Terça-feira, 25 de Julho de 2017

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Revista Diacrítica seleciona artigos com o tema Argumentação e Discursos

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Chamada para artigos, Comunicação, Filologia, Letras, Língua, Linguística

A Revista Diacrítica seleciona artigos para seu número 32.1 (a publicar em março 2018) que terá como tema Argumentação e Discursos. A Diacrítica é uma revista universitária, de periodicidade anual, editada pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), desde 1986, e subsidiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O prazo máximo de submissão é o 30 de novembro de 2017.

Para além de artigos, sujeitos a arbitragem científica, a revista publica também entrevistas e recensões críticas desde que se enquadrem nos parâmetros temáticos e de qualidade estabelecidos pelos editores.

Problemática geral

A argumentação tem merecido, desde os tempos clássicos da retórica aristotélica, a atenção de áreas diversas do saber. Mas é no pós-guerra que se assiste a um renascimento das questões da argumentação, com Perelman & Olbrechts-Tyteca (Traité de l’argumentation. La nouvelle rhétorique) e Toulmin (The uses of argument), do outro lado do Atlântico, ambas as obras publicadas no ano de 1958. A ambiência de democracia nascida do pós-guerra não é certamente alheia a este interesse pela argumentação.

Não existe um modelo partilhado de argumentação, como refere Doury (2015). Na dispersão de áreas, modelos e interesses, os estudos da argumentação podem ser integrados em duas categorias básicas, segundo está em causa uma perspetiva normativa, de que a pragmadialética (Grootendorst e van Eemeren, 2004) ou os trabalhos de Walton (2016) são exemplo, ou uma abordagem descritiva, que tem nas Ciências da Linguagem e nos estudos dos discursos a sua base teórica.

Só muito recentemente as Ciências da Linguagem tomaram os discursos e a argumentação como objeto de investigação. Salientamos, em primeiro lugar, Anscombre e Ducrot (1976), e a sua Teoria da argumentação na língua (TAL). Com Adam (1992), a questão da argumentação é reenquadrada como modo de organização textual, em unidades sequenciais agrupadas em cinco tipos, um deles o argumentativo. Por sua vez, Plantin (2002) trabalha segundo um modelo dialogal da argumentação, implicando discurso e contradiscurso, e Amossy (2000) afirmando a dimensão argumentativa do discurso, desenvolve toda uma investigação sobre a argumentação nos discursos. Para além de obras singulares, revistas como a Argumentation et Analyse du Discours (aad),  entre outras publicações centrais, dão conta do interesse científico da área.

A publicação, em 2016, da obra de Christian Plantin, Dictionnaire de l’argumentation. Une introduction aux études d’argumentation vem dar sistematicidade a esta área dos estudos sobre os discursos e justificar, sem dúvida, mais um número de revista científica dedicado à argumentação nos discursos.

Pistas de investigação

As propostas de artigos podem tratar de qualquer questão relativa à argumentação nos discursos, tendo as Ciências da Linguagem como enquadramento teórico. Reconhecendo, embora, a diversidade e complexidade da questão, propomos como áreas centrais:

  • A argumentação e discursos do quotidiano
  • Argumentação e discursos científicos
  • Argumentação e discursos dos media
  • Argumentação e discursos políticos, com atenção aos regimes autoritários.

 

Mais informações na página da Revista Diacrítica e através do e-mail diacritica@ilch.uminho.pt.

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