Sábado, 16 de Dezembro de 2017

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Chamada para publicação da e-scrita: Representações do feminino na ficção de Mia Couto

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Literatura, Chamada para artigos

A revista e-scrita (ISSN 2177-6288), publicação científica periódica quadrimestral do UNIABEU, receberá, até 05 de novembro de 2017, artigos e resenhas para o dossiê "Representações do feminino na ficção de Mia Couto" e para a seção Varia (Estudos Literários).

Chamada do dossiê:

Representações do feminino na ficção de Mia Couto

Organização:
Flavio García (UERJ)
Luciana Morais da Silva (UERJ/ UC)

Ementa:

Ainda que não se possa,sequer se deva, deixar de perceber a importância e o valor de outros ficcionistas moçambicanos anteriores ou contemporâneos a Mia Couto, é quase natural, contudo, reconhecer que ele se tornou, com a publicação de Vozes anoitecidas (1986), a grande expressão internacional da literatura do país – assumido como sua pátria –, chegando, neste Século XXI, a já ter publicado uma vasta e representativa obra, além de ter acumulado importantes prêmios.

Seu universo ficcional vem permitindo variadas abordagens críticas do mercado editorial e da academia, sob múltiplos suportes teóricos, iluminando questões de ordem diversa, muitas delas profundamente polêmicas, conforme as diferentes leituras que se fazem, e, talvez exatamente por isso, represente interinvenções criativas, em diálogos frequentes e frementes no mundo globalizado da contemporaneidade.

A fim de nortear a seleção de artigos para a composição deste dossiê temático – Representações do feminino na ficção de Mia Couto –, privilegiar-se-ão as figuras femininas que povoam sua prosa, tomando-se por referência a seguinte afirmação de Phillip Rothwell, em Leituras de Mia Couto – aspectos de um pós-modernismo moçambicano (Coimbra: Almedina, 2015):

No centro do tratamento das mulheres na obra de Mia Couto está sempre a presença e a valorização de sua atividade como cruciais não só para a sua própria realização, como para a sociedade moçambicana a que pertencem e da qual são muitas vezes excluídas. [...] na obra de Mia Couto, as mulheres são o grupo mais habilitado e capaz de atravessar fronteiras: por isso, nelas, nas mulheres e nas suas ações, reside o melhor para o futuro da nação. (p. 25)

Assim, tendo a mulher por centro, as abordagens de leitura propostas poderão percorrer qualquer caminho, desde que focalizem essa importante figura da narrativa de Mia Couto, que parece despontar nos cenários por ele configurados.

Mais informações no site da e-scrita.

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