Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

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Pobreza & Assistência, debates historiográficos - Dossiê da Revista Tempo

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, História, Sociologia, Ciências Humanas e Sociais

A Revista digital Tempo, do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), seleciona artigos para seus próximo dossiê: Pobreza & Assistência: debates historiográficos. O prazo máximo para o envio de artigos é o 17 de julho de 2017.

A Revista Tempo publica artigos e resenhas em português, espanhol, inglês e francês, em fluxo contínuo. Cerca de 30% dos artigos são traduzidos para a língua inglesa, de acordo com a seleção do Conselho Editorial. No caso de artigos oferecidos originalmente em francês e espanhol não serão necessariamente publicados em português. Aceitam-se, além de artigos e resenhas, entrevistas, transcrições de fontes comentadas, homenagens, comentários e moções.

Dossiê: Pobreza & Assistência: debates historiográficos

Organizadores: Maria Antonia Lopes ( Centro de Investigação em História Social da Cultura, Universidade de Coimbra – Portugal) e Gisele Sanglard ( Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz)

A historiografia internacional tem se dedicado, desde a década de 1980, à relação historicamente construída entre pobreza e assistência, na qual o hospital é uma das metáforas máximas para compreensão das formas de legitimação das elites de diferentes países do Ocidente, desde, pelo menos, o século XV. Nesse sentido ressaltam-se os trabalhos de Roy Porter, Lindsay Grashaw, Robert Jütte, Bronislaw Geremek, Robert Castel, entre outros. No Brasil, esse movimento é mais recente: apenas na última década viu-se despontar trabalhos dedicados ao tema, muito incentivados pela expansão da pós-graduação no país.

Do ponto de vista nacional, a relação entre caridade, filantropia, assistência e pobreza ganhou evidência nos debates políticos e nas reflexões econômicas com a emergência da chamada questão social – como se passou a denominar a preocupação com o pobre, a miséria urbana e vinculada aos males da industrialização – que estava atrelada ao processo de abolição da escravatura. Contudo, as novas formas de perceber as relações entre pobreza e assistência têm movimentado também a historiografia internacional, indicando a importância do tema para a compreensão da historicidade das noções de pobreza, filantropia e assistência.

As mudanças na economia e nas relações de trabalho tornaram governos e filantropos mais sensíveis ao problema da pobreza que perambulava pelas cidades. Por isso, a reorganização da assistência foi um dos mais eficazes mecanismos postos em prática pelas elites na virada do século XIX para XX. O papel da filantropia é um ângulo privilegiado para a compreensão da sociedade, do papel histórico da dádiva e do controle social sobre as classes trabalhadoras. Nesse sentido, pode ser compreendida a insistência, da ideia de redenção pelo trabalho, que evitaria a transformação do pobre em miserável; a sensibilidade em relação à mortalidade infantil, acarretando problemas demográficos às nações; a criação de instituições de auxílio mútuo e previdência; entre outros.

Este dossiê pretende reunir artigos que discutam questões relacionadas à assistência à saúde das populações pobres na virada do século XIX para o século XX, nos mais diferentes contextos sociais do Ocidente como um todo e do Brasil em particular – demarcando a relação entre a assistência pública e privada; entre poderes públicos e sociedade civil.

Mais informações na página da Revista Tempo.

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