Sexta-feira, 22 de Junho de 2018

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‘Filantropia e Estado: novos paradigmas’ – chamada da História, Ciências, Saúde – Manguinhos

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, História, Saúde

‘Filantropia e Estado: novos paradigmas’ – chamada para número especial

Prazo para submissão para o número especial: 30 de julho de 2018

Christiane Maria Cruz de Souza (IFBA), Maria Renilda Barreto (Cefet/RJ), Renato Franco (UFF) e Tânia Pimenta (COC/Fiocruz)

Nas últimas décadas, a historiografia tem abandonado abordagens “essencialistas” que valorizam uma interpretação etapista e homogeneizante das instituições de assistência optando por análises que garantam a historicidade, a especificidade e a complexidade dos aparatos de auxílio que despontaram a partir de meados do século XVIII em diferentes regiões do mundo ocidental. A partir de então, o cuidado com os pobres e o papel dos hospitais não passaria incólume à ressignificação semântica proposta pelas correntes racionalistas, que tiveram nos Estados os principais emuladores de políticas cada vez mais “nacionais”, colocando noutros termos as noções de caridade, pobreza e utilidade social.

Se por um lado, os Estados foram efetivamente atores fundamentais e eficazes em substituir a caridade por noções abstratas de civilidade e cidadania, por outro, o modelo pautado na participação das elites, em consonância com os novos significados de atuação – sem eliminar os antigos sentidos religiosos – permaneceu personalista e localista, denunciando a íntima relação entre Estado e micro poderes que deu corpo às ações assistenciais. A formulação de políticas “públicas” levadas a cabo por indivíduos e/ou instituições privadas foram elemento-chave na compreensão da gênese e na estruturação dos poderes políticos tanto em termos nacionais, quanto locais. Nesse sentido, qualquer separação mecânica entre atraso e progresso, atribuindo à assistência um arcaísmo intransigente, mostra-se empobrecedora. O desafio é compreender o sucesso de instituições  tradicionalistas que foram, também, os principais vetores do pensamento científico e da reinvenção da assistência na modernidade.

A análise detida sobre os sentidos históricos que as instituições de assistência assumiram e sua relevância política na formação do Estado são os dois eixos que devem orientar as proposições para um número especial de História, Ciências, Saúde – Manguinhos. A edição tratará de: 1) compreender a historicidade dos repertórios de ação assistencial dentro dos contextos em que foram formulados; 2) analisar como historicamente as relações de força no interior das instituições formularam, negaram, fizeram escolhas e foram fundamentais no sentido de estruturar a dinâmica da rede assistencial que esteve no bojo dos Estados nacionais.

O prazo para submissão de trabalhos para o número especial é 30 de julho de 2018. Os originais poderão ser submetidos nos idiomas português, espanhol e inglês. Serão aceitos trabalhos para as seções Análise, Imagens, Nota de Pesquisa e Fontes. Consulte aqui as instruções aos autores de História, Ciências, Saúde – Manguinhos.

História, Ciências, Saúde – Manguinhos é uma publicação trimestral da Casa de Oswaldo Cruz, uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz dedicada à documentação, pesquisa e museotecnia em história das ciências e da saúde.
 


Philanthropy and the State: New paradigms

Deadline for this special edition: July 30, 2018

In recent decades, historiography has abandoned “essentialist” approaches championing a step-by-step, homogenizing interpretation of assistance institutions and instead opted for analyses that ensure the historical authenticity, specificity, and complexity of the aid structures which emerged from the mid-eighteenth century in different regions of the western world.

After this time, care for the poor and the role of hospitals would not emerge unscathed from the semantic resignification proposed by rationalist lines of thought based on the states, which emulated increasingly “national” policies, reclassifying the notions of charity, poverty, and social utility.

While the states were effectively key actors, capable of replacing charity with abstract notions of civility and citizenship, the model based on elite participation in line with new meanings of activity (without removing the old religious implications) remained personalistic and localist, denouncing the intimate relationship between the state and grassroots-level entities that gave rise to assistance activities.

The formulation of “public” policies carried out by individuals and/or private institutions was a key element in understanding the genesis and the structuring of political powers, in both national and local terms. In this sense, any mechanical separation between delay and progress, classifying assistance as an intransigent archaism, proves damaging. The challenge is to understand the success of traditional institutions which also were the main vectors of scientific thought and of the reinvention of modern assistance.

Analysis of the historic meanings aid institutions assumed, along with their political relevance in the formation of the state, encompasses the two main lines which guide proposals for this special edition: 1) understanding the historicity of the assistance activity repertoires within the contexts in which they were formulated, and 2) historical analysis of how the relations of power within the institutions formulated, denied, and made choices, and were fundamental in the sense of structuring the dynamics of the assistance network contained within the Brazilian states.

The deadline to submit papers for this special edition is July 30, 2018. Original articles may be submitted in Portuguese, Spanish, or English. Texts will be accepted to appear in the Análise [Analysis], Imagens [Images], Nota de Pesquisa [Research Note], and Fontes [Sources] sections.

Details of the manuscript submission guidelines can be found here. Only papers sent through the online submission system will be considered.

See this call for papers in Portuguese.

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