Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

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Dossiê Novas Perspectivas em Estudos Célticos, da Revista Tempo

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para trabalhos, Ciências Humanas e Sociais, Cinema, Direito, História, Letras, Língua, Linguística, Literatura

A Revista digital Tempo, do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), seleciona artigos para seu próximo dossiê: Novas perspectivas em Estudos Célticos (Adriene Baron Tacla & Elva Johnston). O prazo máximo para o envio de artigos é o 18 de setembro de 2017.

A Revista Tempo publica artigos e resenhas em português, espanhol, inglês e francês, em fluxo contínuo. Cerca de 30% dos artigos são traduzidos para a língua inglesa, de acordo com a seleção do Conselho Editorial. No caso de artigos oferecidos originalmente em francês e espanhol não serão necessariamente publicados em português. Aceitam-se, além de artigos e resenhas, entrevistas, transcrições de fontes comentadas, homenagens, comentários e moções.

Novas Perspectivas em Estudos Célticos
Organizadores: Adriene Baron Tacla (UFF) e Elva Johnston (UCD, Irlanda)
Nos últimos vinte anos, desde McCone e Simms (1996) e Hale e Payton (2000), houve amplos avanços na área de Estudos Célticos – seja em Linguística, Literatura Comparada, Cinema, História, Ciência Política ou Arqueologia. Essas mudanças se devem não apenas a novas abordagens teóricas e um aprofundamento do debate interdisciplinar, mas acima de tudo a novas descobertas e novos métodos de análise.
Temas como relações de gênero, comunidade e identidade, geografias imaginadas, políticas das línguas, desenvolvimento de línguas célticas, mudança cultural, folclore celta e direito celta têm estado sob novo escrutínio e produziram novos contornos para o que geralmente é considerado como “Estudos Célticos”. As novas discussões sobre etnogênese celta traçaram novas fronteiras e deferente dinâmicas culturais para o chamado “Mundo Céltico”. Hoje, ninguém mais acredita nas antigas teorias invasionistas, os problemas dos usos do termo “Celta” são amplamente conhecidos e o “Paradigma Atlântico” está mais forte do que nunca, para só mencionarmos algumas das maiores mudanças no campo. Os recentes achados de enterramentos e assentamentos na França e na Alemanha, mas também o aumento das pesquisa de paisagens particularmente nas Ilhas Britânicas, estão produzindo novas visões acerca desse passado. Por isso, a busca atual por histórias alternativas, por diferentes formas de análise e interpretação dos vestígios desse passado.
Os modelos para um chamado “Mundo Céltico” ou uma “Sociedade Celta” foram amplamente questionados e os pesquisadores tiveram de enfrentar a possibilidade de diferentes desenvolvimentos locais e regionais. Pouquíssimos hoje aceitam que as sociedades medievais na Irlanda e nas regiões de línguas celtas das Bretanha preservam exemplos imutáveis de um dito “arcaísmo”. Essas sociedades são tidas como dinâmicas e são consideradas em seus próprios termos, com suas especificidades. A grande variabilidade regional foi posta em evidência, particularmente por análises comparativas de Direito Irlandês e Galês, literatura vernacular e arqueologia. Nos últimos cinco anos, o emprego de tecnologias computacionais (tais como GIS, digitalização e impressão 3D, digitalização de manuscritos, mineração de dados e etc) tem nos apresentado diferentes formas de olhar para o passado. Esses não são apenas novos meios de representar os registros do passado, mas acima de tudo novas perspectivas de interpretação dele.
Face a essas mudanças nos vários campos dos Estudos Célticos, essa é a hora exata de avaliarmos esses desenvolvimentos e apontar quais são as perspectivas mais interessantes e em que direções nossas investigações devem seguir. Logo, a presente proposta convida contribuições acerca das novas perspectivas nos estudos de Idade do Ferro, Linguística Celta, Literaturas e Folclore Celtas, História e Direito Celta, bem como novas discussões acerca do Celticismo e de mudança cultural. O que significa ser Celta e podemos ainda usar esse termo enquanto também destacamos novos conhecimentos e compreensões da diversidade cultural? A presente proposta de artigos se coloca nos contextos interdisicplinar e multidisciplinar da fronteira de pesquisa de Estudos Célticos.

New Perspectives in Celtic Studies
In the last twenty years, since McCone and Simms (1996) and Hale and Payton (2000), there have been large advances in Celtic Studies – be it in Linguistics, Comparative Literature, Media, History, Politics, or Archaeology. These were not only due to new theoretical approaches and further development of interdisciplinary debate, but above all to new discoveries and new methods of analysis.
Themes such as Gender relations, Community and Identity, Imagined Geographies, Politics of Language, Development of Celtic Languages, Cultural Change, Celtic Folklore and Celtic Law have been under new scrutiny and produced new outlines for what is usually considered as ‘Celtic Studies’. The new discussions on Celtic ethnogenesis have drawn new frontiers and different cultural dynamics for the so-called ‘Celtic World’. Today, no one still believes in the old invasionist theories, the problems of the usage of the ‘Celtic’ terminology are widely known, and the ‘Atlantic Paradigm’ is stronger than ever, just to mention a few major changes in the field. The recent finds of Iron Age burials and settlements in France and Germany, but also the increase of landscape research, particularly in the British Isles, are producing new views of such a past. Thus, the actual search for telling alternative histories, for different ways of analysing and interpreting the vestiges of that past.
The models for a so-called ‘Celtic World’ or a ‘Celtic Society’ have been largely questioned and scholars had to face the possibility of different local and regional developments. Very few now accept that medieval societies in Ireland and the Celtic-speaking parts of Britain preserve unchanged examples of so-called ‘archaism’. Societies are seen as dynamic and are viewed in their own terms. Large regional variability has been put in evidence, particularly by cross-comparative analyses of Irish and Welsh medieval laws, vernacular literature and archaeology. In the last five years, the application of computer-based technologies (such as GIS, 3D scanning and printing, the digitizing of manuscripts, data mining, and etc) has presented us with different ways of looking into the past. These are not just new means of representing the past record, but above all new perspectives of interpretation.
In face of those changes in the various fields of Celtic Studies, it is the precise time for us to evaluate these developments and point out which are the most interesting perspectives and in which directions shall our inquiries proceed. Thus, the present proposal welcomes contributions on new perspectives in Iron Age studies, Celtic Linguistics, Celtic Literatures and Folklore, Celtic History and Law, as well as further discussions on Celticism and cultural change. What does it mean to be Celtic and can we still use the term while also highlighting new knowledge and understandings of cultural variety? The proposed collection of essays will be at the cutting edge of Celtic Studies in interdisciplinary and multidisciplinary contexts.

Mais informações na página da Revista Tempo.

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