Quinta-feira, 19 de Julho de 2018
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Chamada para publicação da Revista RITA | Mulheres das Américas

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: França

Chamada para artigos, Estudos Latino-Americanos, Género, Mulheres

A Revue Interdisciplinaire de Travaux sur les Amériques – RITA (ISSN 2102-6424) está com chamada aberta para o seu número 12, subordinado ao tema: Mulheres das Américas. As pessoas interessadas devem enviar as suas propostas até o dia 15 de outubro de 2018.

O reconhecimento do lugar das mulheres nas sociedades americanas se tornou um importante desafio social, cultural, politico e econômico. Nesse contexto, vários movimentos reivindicativos brotaram na cena internacional, como o demonstram o movimento Ni una menos, movimento feminista iniciado na Argentina contra feminicídios e violências de gênero ou as “Marchas das Mulheres” contra o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Essas problemáticas evidenciam uma forma de continuidade entre as lutas e expressões feministas do passado e a atualização delas no espaço público: das lutas para obter o direito de voto aos movimentos sociais denunciando as violências de gênero nos meios urbanos e rurais e passando pela liberação sexual dos anos 1960, por exemplo. Elas introduzem também novas perguntas tanto sobre a criação de espaços exclusivos para mulheres, quanto sobre a evolução das relações de gênero. Os estudos sobre o feminismo comunitário favorecem novas perspectivas a diferentes escalas: dos territórios rurais das populações indígenas até a representação delas nas Nações Unidas. As cenas artísticas e musicais oferecem também campos de análise dos espaços e das performances nos quais se formulam as reivindicações. Da mesmo forma, elas podem permitir questionar essas reivindicações, suas formas, seus objetivos e suas raízes. A arte, a música e a literatura favorecem as trocas inter-regionais que fortalecem os projetos femininos e feministas na escala das Américas. Além disso, a desconstrução de temáticas que privilegiam mais ou menos a masculinidade propõem novas pistas de reflexão sobre o lugar das mulheres nos processos institucionais, ou ainda nos estudos sobre a violência.

Vários caminhos de reflexão podem consequentemente já ser evocados, sem ser exclusivos:  a evolução das relações de gênero nas sociedades, a criação de espaços exclusivos para mulheres, os feminismos a diferentes escalas e de diferentes formas, os protestos individuais e coletivos contra violências de gênero. Para o seu décimo secundo numero, a revista RITA consagrará a sua rubrica “Thema” às mulheres nas Américas. Receberemos artigos sobre o estatuto das mulheres no mercado do trabalho, formal e informal, o que aponta para considerações morais, sociais, culturais e familiais das sociedades americanas (questões sobre o direito de voto das mulheres, sobre a sua elegibilidade no âmbito político, sobre a igualdade salarial, etc.). Os estudos sobre migrações também poderão ser levados em conta e analisar os motivos de migração das mulheres, tanto quanto se interessar pelas mulheres que permanecem no seu país de origem e pelo papel delas para manter as economias locais e a educação dos mais jovens, na perspectiva dos trabalhos sobre o care. Reflexões sobre as formas de resistência também poderão ser recebidas, tratando dos movimentos de protestos e solidariedade ou ainda do conceito de agentividade. As lutas sociais feministas são uma perspectiva rica para analisar e comparar as sociedades latino-americanas e os seus particularismos no nível tanto espacial quanto temporal. As propostas sobre memórias históricas a través de estudos de depoimentos femininos também são bemvindas . Outras contribuições poderão analisar problemáticas encontradas por mulheres nas sociedades rurais e/ou nas populações indígenas afim de comparar as problemáticas rurais e urbanas das mulheres nas Américas. Os textos poderão também tratar da questão dos coletivos de mulheres e do papel deles no estabelecimento de projetos de desenvolvimento local ou para o reconhecimento de direitos particulares. Trabalhos estudando a representação das “Mulheres das Américas” na literatura, nas artes e na música completarão o dossiê temático. Além disso, incentivamos as contribuições comparativas sobre várias regiões, afim de questionar a globalização das lutas feministas americanas, como no movimento dos direitos civis nos Estados Unidos (1954-1968), ou mais recentemente no movimento de denúncia do assédio sexual na indústria do cinema hollywoodiano (2017).

Como de costume, o n°12 de RITA comportará, além da sessão Thema, uma sessão não temática, “Campo Livre”, dividida em quatro rubricas [cf. http://revue-rita.com/note-aux-auteurs/nos-rubriques.html]:

  1. Os resumos de dissertações ou de teses são a oportunidade de dar visibilidade a seus trabalhos através a publicação de uma versão concisa de suas pesquisas.
  2. As notas de pesquisa são artigos apresentando uma pesquisa em andamento ou encaminhada de assunto diferente da temática do número. Elas devem ter uma problemática, apresentar um protocolo de pesquisa e ter a forma de um raciocínio científico.
  3. Olhares sobre as Américas é uma rubrica onde expressão e forma são mais livres: relatos de experiências de pesquisa de campo, jornalísticos, literários. Os textos tratando de atualidades americanas são particularmente bem-vindos.
  4. Enfim, a Fábrica da pesquisa tem como objetivo dar conselhos ou formular perguntas metodológicas.


Receberemos os seus artigos completos e respeitando as normas da rubrica escolhida (usar as normas formais da revista para cada rubrica: http://www.revue-rita.com/normes-de-presentation.html) até o dia 15 de outubro ao endereço seguinte: revue.rita@gmail.com
 

Os artigos podem ser escritos em inglês, espanhol, português e francês. Uma primeira seleção de textos será feita pelo Comité de redação. Os autores e autoras selecionados serão informados durante o mês de novembro, depois de que o Comitê de leitura avaliará os textos a serem aceitos ou recusados, com ou sem modificações. O número 12 de RITA será publicado durante o primeiro semestre de 2019.

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