Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
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Chamada para publicação da Políticas Culturais em Revista: Políticas Culturais e Juventudes

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Política Cultural

A Políticas Culturais em Revista, publicação eletrônica da Rede de Estudos em Políticas Culturais divulga a chamada de trabalhos para a segunda edição de 2018 (v. 11, n. 2) que, além de artigos científicos e resenhas sobre Política Cultural e temáticas correlatas, contará com o seguinte dossiê temático: Políticas Culturais e Juventudes.

Editoras responsáveis: Adriana Facina (UFRJ) e Daniela Matos (UFRB)

Os estudos contemporâneos compreendem a juventude enquanto uma construção sócio-histórica, definida relacionalmente na interação com as condições sociais vivenciadas pelos sujeitos. Juventude deve ser entendida como um conjunto complexo marcado pela diferença e pela diversidade, um construto cultural que se altera no tempo e no espaço em que é constituído. No contexto latino-americano, Brito Lemus (1998) afirma que a juventude não é um dom que se perde ou ganha, é uma condição social resultante da inserção sócio-histórica de cada indivíduo e Rossana Reguillo Cruz (2000) chama atenção para o equívoco que seria pensar esse grupo social como um contínuo e ahistórico, enfatizando que entender a cultura juvenil significa pensá-la a partir do seu caráter dinâmico e descontínuo. Assim, a juventude como um identificador macro, que comporta em si muitas juventudes, ganha novos contornos e pode ser compreendida como uma prática social definida na interação com os contextos e experiências vividos.

Nessa perspectiva, as práticas dos jovens podem revelar novas formas de participação política, a partir de diferentes modos de se agrupar, de partilhar sensibilidades e consolidar coletivos com marcas próprias. Diferentes dimensões de suas experiências, a vida em escassez material e/ou de direitos, o drama da violência urbana, a criação artística, as relações com diferentes instituições, tais como escola, igrejas, organizações não-governamentais, movimentos sociais, partidos políticos, o campo do trabalho, a mídia, etc.

Ainda no campo da atuação política das juventudes, uma das principais demandas diz respeito ao Direito à Cultura, que deve ser assegurado por políticas públicas que garantam o acesso e a fruição, bem como as condições de produção e circulação das suas expressões culturais. Esse processo, entendido numa dimensão que prevê a participação cidadã nos mecanismos decisórios de formulação e implementação das políticas públicas, tem sido uma das mais importantes bandeiras de diferentes movimentos juvenis da América Latina.

Esse Dossiê pretender apresentar debates e reflexões sobre a atuação política das juventudes no campo da cultura, suas relações com o Estado e as políticas públicas. O que criam, pensam fazem os jovens que se dedicam a fabricar, em seus cotidianos, a cultura no plural de que nos fala Michel de Certeau? Como as lutas por direitos se articulam nos fazeres culturais das juventudes contemporâneas? Quais as relações entre política e estética, arte e sobrevivência que essas juventudes criam, tensionando os modos hegemônicos de criação artística e crítica cultural? Essas são algumas das questões que buscamos instigar com este dossiê.

Recebimento de artigos: até 01 de outubro de 2018, exclusivamente pelo sistema da Revista.

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