Sábado, 21 de Outubro de 2017

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Chamada para artigos: Políticas Culturais para as artes

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Planeamento Cultural, Cultura, Património Imaterial, Património Cultural, Ciências Humanas e Sociais, Política Cultural

A Políticas Culturais em Revista, publicação eletrônica da Rede de Estudos em Políticas Culturais, divulga a chamada de trabalhos para a segunda edição de 2017 que, além de artigos científicos e resenhas sobre Política Cultural e temáticas correlatas, contará com o seguinte dossiê temático: “Políticas Culturais para as Artes". Os investigadores responsáveis têm até 20 de agosto para submeter artigos. Os textos podem ser escritos em português, espanhol, inglês, francês ou italiano.

“Políticas Culturais para as Artes”

Editoras responsáveis: Gisele Nussbaumer (UFBA) e Isaura Botelho (CEBRAP)

O conceito amplo da cultura, que vem sendo adotado não apenas no Brasil, se faz acompanhar de uma revisão no sentido das artes, provocando importantes mudanças na produção e no próprio campo artístico-cultural. Ao mesmo tempo, as artes são cada vez mais requisitadas como uma área crucial de intervenção na ordem social e política. Está no centro dos debates a compreensão que se tem de sua função e das transformações pelas quais as linguagens artísticas vêm passando, considerando, sobretudo, as tecnologias de comunicação e sua imbricação crescente no campo da cultura. Nesse contexto, por um lado, as artes parecem estar mais inseridas no cotidiano das pessoas, tornando-se cada vez mais públicas; por outro, parecem ter alcançado tal autonomia que passaram a operar em circuito fechado, auto reflexivo e reproduzido.

A partir de 2003, com Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura (MinC), foi criado um conjunto de políticas públicas inovadoras no âmbito da cultura no país. No que se refere às artes, entretanto, não se tem os mesmos avanços que em outros setores. Houve uma ampliação do investimento nas artes, a partir do uso crescente de editais; uma maior descentralização dos recursos; e a criação de importantes instâncias de participação social, como os Colegiados Setoriais, mas não se pode afirmar que essas iniciativas representem um avanço significativo em termos de construção de políticas duradouras.

Apesar de as artes terem sido muitas vezes consideradas privilegiadas na disputa por significação cultural, observa-se uma carência de análises na perspectiva das políticas culturais, ou setoriais, abrangendo as diferentes linguagens (artes visuais, audiovisual, circo, dança, literatura, música e teatro) e manifestações artísticas, suas especificidades, fronteiras (ou desaparecimento delas) e elos da sua cadeia produtiva (criação/produção, difusão/distribuição, formação e consumo).

O dossiê “Políticas Culturais para as Artes” surge, justamente, como um espaço para trabalhos que contribuam no debate sobre esse importante tema.

Mais informações na página da Políticas Culturais em Revista.

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