Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
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Chamada da Sociopoética: Literaturas africanas no feminino

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Estudos Africanos, Género, Literatura, Mulheres

Chamada para publicação Revista Sociopoética n. 21 (2019.1)

Dossiê: Literaturas africanas no feminino – Narrativas, Identidades, Diásporas

Prazo para envio de artigos: 10 de fevereiro de 2019

Organizadoras:
Rosilda Alves Bezerra (UEPB/Brasil)
Zuleide Duarte (UEPB/Brasil)

O continente africano vem apresentando uma produção literária que se faz representar no universo das letras ao lado das outras manifestações, sem nada deixar a desejar. As mulheres africanas destacam-se com produtos incontornáveis. Vencendo largo período de invisibilidade as autoras constroem suas narrativas expressando o seu patrimônio cultural, sem desconsiderar a evolução social que insere as Áfricas num tardio, mas eficiente, processo de modernização. A urgência de ler e contribuir para a visibilidade da escrita dessas mulheres impõe-se. A dinâmica da escrita na qual estão mergulhadas essas vozes femininas, dissonantes, às vezes, desenha um perfil mais alargado do universo das muitas Áfricas, contemplando visões afinadas com identidades cambiantes, que levam à reflexão sobre a mulher em países saídos de regimes de subserviência,
emergindo para um novo mundo, cujo espaço para a voz feminina, arrancado, a duras penas, vem ocupando territórios antes proibidos. Escritoras como Paulina Chiziane (Moçambique), Scholastique Mukasonga (Ruanda), Warsan Shire (Quênia), Ama Ata Aidoo e Yaa Gyasi (Gana), Maaza Mengiste (Etiópia), Mariama Ba, Ken Bugul e Fatou Diome (Senegal), Imbolo Mbue e Léonora Miano (Camarões), Noviolet Bulawayo e Yvonne Vera (Zimbábwe), Nadifa Mohamed (Somália), Flora Nwapa, Buchi Emecheta, e Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria), entre outras, tratam, nos seus textos, dos mais variados temas, libertas do infame rótulo “escrita de mulher”, tantas vezes invocado. Economia, política, lutas de classe, gênero, preconceito, sexo, educação, práticas religiosas, tudo tem lugar na escrita da mulher escritora africana. Considerando o exposto, pensamos neste dossiê o acolhimento de artigos que discutam textos de autoras africanas de quaisquer países do continente.

A revista também aceita, em fluxo contínuo, artigos de temática livre.

Os artigos deverão ser enviados pelo OJS/SEER à Revista Sociopoética.

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