Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
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Revista Sociopoética: Corpos femininos nas narrativas contemporâneas da América Latina

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Chamada para artigos, Estudos Latino-Americanos, Género, Literatura, Mulheres

Chamada para publicação Revista Sociopoética n. 21 (2018.2)

Dossiê: Corpos femininos nas narrativas contemporâneas da América Latina – artes, artes visuais, literatura e mídias

Prazo para envio de artigos: 15 de dezembro de 2018

Organizadoras:
Paula Daniela Bianchi (UNDAV/Argentina)
Rosângela Fachel de Medeiros (URI/Brasil)


Esta segunda década do século XXI vem se revelando um momento historicamente importante e decisivo na discussão e no enfrentamento das questões de gênero na América Latina. Conforme dados atuais apresentados pela ONU Mulheres, a América Latina é, atualmente, a região mais violenta do mundo para as mulheres (OMS, 2013).

Em resposta aos números alarmantes da violência e transfeminicídios na Argentina, surgiu em 2015, o movimento #NiUnaMenos, que ganhou forma e visibilidade em passeatas populares multitudinárias de indignação e de repúdio à cultura machista do país e do continente, que transforma o corpo da mulher em território dizimado pela dominação patriarcal. Enquanto isso, no México ocorriam outras manifestações de mulheres unidas pelo clamor: “Vivas nos queremos”. Nesse mesmo ano, a notícia de que uma menina paraguaia de onze anos não poderia abortar por conta da legislação de seu país, no que ficou conhecido como "Caso Mainumby",disparou uma comoção mundial e trouxe à tona não apenas a questão do abuso e da gravidez infantil, mas a própria discussão da legalização do aborto na região. No Brasil, em 2016, a ampla discussão midiática do estupro coletivo de uma jovem de dezesseis anos, ocorrido no Rio de Janeiro, colocou em pauta a existência de uma "cultura do estupro" alicerçada por uma sociedade que responsabiliza as vítimas pelas agressões. E o lamentável feminicídio da ativista e vereadora carioca Marielle Franco, executada com quatro tiros na cabeça, no dia 14 de março de 2018 não pode ser visto apenas como mais um simples assassinato, mas deve ser discutido enquanto ação corporativa e disciplinadora. Por tudo isso, este dossiê visa a discutir não apenas a posição das mulheres em relação a essas produções culturais, midiáticas e artísticas, mas principalmente, para a reflexão sobre a condição/presença/representação/exposição do corpo feminino — incluídas lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros — nas narrativas (audiovisuais, literárias, midiáticas) latino-americanas contemporâneas, sejam ou não, de autoria feminina.

A revista também aceita, em fluxo contínuo, artigos de temática livre.

Os artigos deverão ser enviados pelo OJS/SEER à Revista Sociopoética.

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