Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018
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Crise, austeridade e desigualdades de saúde nos países do sul da Europa

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Chamada para artigos, Ciências Sociais

Existem já vários estudos que se têm ocupado das repercussões negativas da crise financeira iniciada em 2008 e das políticas de austeridade postas em prática para a combater, em diversas regiões e países da Europa, particularmente nos países do Sul. Entretanto, um aspeto ainda não suficientemente explorado, até ao momento, é o impacto da crise e das políticas regressivas nos serviços nacionais de saúde (SNS), no bem-estar dos cidadãos e, de forma especial nos grupos mais vulneráveis, assim como nas desigualdades sociais de saúde.

Cortes no financiamento dos SNS, a par de programas de privatização abrangendo tanto hospitais quanto centros de saúde estão a causar uma deterioração progressiva da qualidade dos serviços e dos tempos de espera, bem como o incremento das taxas moderadoras e do copagamento de serviços de saúde e de medicamentos. De acordo com um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE, 2013),1 o aumento das desigualdades foi particularmente evidente em países em que foram implementados cortes orçamentais profundos, como foi o caso de Espanha, Grécia, Itália, Irlanda, Portugal e Chipre. As consequências negativas da crise concentraram-se especialmente entre as pessoas que perderam os seus empregos e os grupos mais vulneráveis da população. Alguns estudos têm mostrado que taxas mais elevadas de desemprego e de emprego precário bem como menores despesas de saúde per capita afetam negativamente a saúde mental das pessoas. A diminuição do acesso aos cuidados de saúde foi bem evidente, sobretudo na Grécia e, em menor medida, na Espanha, Itália e Portugal. Ao mesmo tempo, a incapacidade de muitas pessoas acederem a seguros e planos complementares de saúde no mercado aumentaram as desigualdades na saúde. Nesse sentido, em todos os países do sul da Europa, a condição social (em particular os níveis de educação, rendimento e estabilidade laboral) representa o principal fator determinante das desigualdades na saúde.

Este número temático da e-cadernos CES visa recolher contributos de estudiosos e investigadores que se têm ocupado da relação entre a crise, políticas de austeridade e reformas do SNS nos países do sul da Europa, por um lado, e a acentuação das desigualdades em saúde, por outro.

Organização: Pedro Hespanha e Mauro Serapioni

Prazo para envio dos artigos: 31 de dezembro de 2018

Palavras-chave: saúde, crise, austeridade, desigualdades, sul da Europa

A e-cadernos CES é uma publicação online, com acesso livre, que se baseia num sistema de avaliação por pares e é editada pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal). Integra atualmente as seguintes bases de indexação: CAPES, DOAJ, EBSCO, ERIH Plus e Latindex. Para mais informações sobre a publicação consulte: https://journals.openedition.org/eces

Todos os textos devem ser originais e submetidos na sua versão completa, em língua portuguesa, inglesa, francesa ou castelhana. Podem ter até 60 mil caracteres no máximo (com espaços), incluindo notas e referências bibliográficas. Para a secção final @cetera, podem ser apresentados outros textos (até 35 mil caracteres), entrevistas e debates (até 25 mil caracteres) ou recensões críticas inéditas (máximo 5 mil caracteres).

As normas detalhadas para submissão dos textos estão disponíveis em https://journals.openedition.org/eces/804. As mensagens devem ser enviadas para e-cadernos@ces.uc.pt e indicar explicitamente que se referem ao número temático em questão – “Crise, austeridade e desigualdades de saúde nos países do sul da Europa”.

Mais informações: https://journals.openedition.org/eces/2980

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