Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
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Museu da Língua Portuguesa na 16ª FLIP

Início: Fim: Países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor

Cultura, Eventos, Gastronomia

Museu retorna à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) com exposição itinerante que está percorrendo a África, mesas literárias e programação musical.

Menu Museu da Língua Portuguesa, criado especialmente para a Flip, será incorporado a 25 restaurantes da cidade. Pratos de países onde se fala português serão harmonizados com um livro do país escolhido. Iniciativa celebra também conquista de Paraty como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco.

Sarau literário faz um passeio pelo idioma e homenageia os 20 anos do Nobel de José Saramago.

O Museu da Língua Portuguesa, em reconstrução em São Paulo, participa da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) pelo segundo ano consecutivo, com ampla programação educativa e cultural. Na Casa da Cultura, no Centro Histórico de Paraty, o Museu exibe pela primeira vez no Brasil a exposição “A Língua Portuguesa em Nós”, formada a partir de seu acervo e que atualmente percorre Cabo Verde e Angola, e chega em agosto a Moçambique. A 16ª Flip será realizada entre os dias 25 e 29 de julho de 2018.

O Museu também se inspira no reconhecimento de Paraty como Cidade Criativa da Gastronomia, título concedido pela Unesco em 2017, para promover duas mesas literárias na Casa da Cultura, que tratam da relação entre literatura e culinária, e uma ação que se estende por toda a cidade: a criação do menu Museu da Língua Portuguesa, adotado por 25 restaurantes de Paraty que vão criar pratos inspirados na culinária de um país onde se fala português e harmonizá-lo com um livro do país ao qual o prato se refere.

A agenda cultural do Museu da Língua Portuguesa na Flip contempla também apresentações musicais de artistas atuantes em Paraty, com ritmos africanos e afro-brasileiros. (Veja programação completa abaixo). Além dos espaços da Casa da Cultura, no sábado (dia 28/7), no Auditório da Praça, o sarau “Inculta e Bela” – com a participação dos atores Ricardo Pereira, Betty Gofman e Julia Lemmertz – faz um passeio afetivo pelo nosso idioma, com uma seleção atemporal de autores de língua portuguesa, que homenageia também os 20 anos do Prêmio Nobel concedido ao escritor português José Saramago.

A participação do Museu da Língua Portuguesa na Flip é uma parceria da Fundação Roberto Marinho, Governo do Estado de São Paulo e Ministério das Relações Exteriores, com patrocínio da EDP, Grupo Globo e Itaú Cultural.

Público pode dar depoimento na cápsula de sotaques da exposição, na Casa da Cultura

Com consultoria de conteúdo do compositor, escritor e professor de literatura José Miguel Wisnik, a exposição “A Língua Portuguesa em Nós” faz um passeio pela presença da língua portuguesa no mundo, o contato com outras línguas e a participação do idioma na formação cultural brasileira. Na área Culturas, dois filmes originais do Museu da Língua Portuguesa – Música e Culinária – abordam a relação entre idioma e identidades. A exposição itinerante percorre atualmente Cabo Verde e Angola e chega a Moçambique em agosto.

Em Paraty, o conteúdo ganhou um módulo especial a respeito da gastronomia local. Cidade importante no período colonial, Paraty ficou isolada após o ciclo da mineração, até ser redescoberta pelo turismo nos anos 1970, o que lhe permitiu manter sua identidade cultural, como uma cozinha paratiense autêntica, com influência caiçara e canavieira.

O visitante da exposição é também convidado a fazer parte do Museu da Língua Portuguesa. Na cápsula de coleta dos falares, o público pode gravar um depoimento, que será incorporado ao Museu (com conclusão de reconstrução prevista para 2019).  O objetivo é formar um mosaico de sotaques e falares do idioma em diversas partes do mundo. Na Flip, poderão ser vistos os registros já feitos na exposição em Cabo Verde e Angola e que vão enriquecer o Museu com sotaques de países da África. A exposição permanece em cartaz na Casa da Cultura até dia 2 setembro.

Betty Gofman, Ricardo Pereira e Julia Lemmertz participam de sarau literário

Com curadoria da jornalista Mirna Queiroz, editora da Revista Pessoa, o Museu promove duas mesas literárias na Casa da Cultura. Quinta-feira (26), às 16h, “Literatura é para comer” debate como a gastronomia e literatura se entrelaçam. Com mediação da jornalista Mariana Filgueiras, os convidados são os escritores João Carrascoza, autor de mais de 30 livros, como “Hotel Solidão”; Alexandre Staut, autor de livros como “Banquete com índios e outras histórias da gastronomia brasileira”, sobre a formação e a história da gastronomia nacional; e Júlia Hansen, poeta com livros publicados em Portugal e no Brasil.

Já na sexta-feira, também às 16h, a mesa “Tratados afetivos” fala sobre a relação da culinária com lugares e épocas e discute a construção da identidade e da memória. A conversa vai reunir os escritores Geovani Martins, autor carioca revelado na elogiada coletânea de contos “O Sol na Cabeça”; Isabela Figueiredo, moçambicana radicada em Portugal, autora de livros como “A Gorda”; e Marcelo Maluf, que assina títulos como “A imensidão íntima dos carneiros”, entre outros. A mediação é da especialista em Teoria Literária Luciana Araujo Marques.

Já o sarau “Inculta e Bela” vai ocupar o Auditório da Praça (em frente à Praça da Matriz) no sábado, 28/7, às 22h. No encontro literário, os atores Ricardo Pereira, Betty Gofman e Julia Lemmertz costuram trechos de autores de língua portuguesa das mais diversas épocas e estilos – de Fernando Pessoa a MC Marcinho, passando por Caetano Veloso e Carlos Drummond de Andrade – e homenageia os 20 anos do Nobel de Literatura conquistado pelo português José Saramago.

 

Pratos inspirados na culinária de países onde se fala português

O Menu Museu da Língua Portuguesa, parceria com a Prefeitura de Paraty, leva a cultura e a gastronomia dos países de língua portuguesa para a cidade e arredores. São 25 restaurantes participantes do roteiro e cada um vai preparar sua versão autoral para um prato típico de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe ou Timor-Leste. São pratos como o muzonguê (espécie de caldo de peixe com batata doce e aipim, típico de Angola), espetada de camarão (especialidade de Moçambique), arroz de pato (receita trazida de Portugal) e moqueca de legumes (adaptação do prato brasileiro).

O visitante que provar o prato também poderá ganhar um livro representativo da literatura do respectivo país, de clássicos como Clarice Lispector a novos nomes como o angolano Ondjaki. Veja a relação completa dos restaurantes em http://museudalinguaportuguesa.org.br/

“A programação do Museu da Língua Portuguesa na Flip é um convite ao diálogo, à troca. A partir do “Nós” do título da exposição, falamos de culturas, identidades e memórias. O “nós” como pronome que nos define como falantes da língua portuguesa; os nós que remetem às grandes navegações marítimas, os nós de união de todos os países que falam português e também os nós de embaraço nessas relações, que existem e precisam ser superados”, analisa Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho.

“Contar com um equipamento como o Museu da Língua Portuguesa é, para a Secretaria da Cultura do estado, uma das mais importantes e acertadas definições sobre política cultural. Participar da 16ª Flip com a itinerância da exposição ‘Língua Portuguesa em Nós’ é uma oportunidade única”, afirma o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Romildo Campello.

“Neste ano, a participação do Museu da Língua Portuguesa na Flip promete ser uma experiência para todos os sentidos. Como uma empresa de origem portuguesa, a EDP se orgulha de participar de um projeto que promove o nosso idioma nas suas mais variadas expressões, mostrando que a sua riqueza também reside na profusão de sabores dos vários países que falam Português”, afirma Miguel Setas, presidente da EDP Brasil.

“O Museu da Língua Portuguesa acerta em cheio ao escolher a exposição ‘A Língua Portuguesa em Nós’ e a gastronomia dos diferentes países que falam o português para integrar a sua programação na Flip, um polo incentivador do livro, da leitura, dos idiomas”, diz o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron. “Toda iniciativa que incentiva a literatura é altamente positiva em um país onde o número de leitores e de livros publicados é baixíssimo. Precisamos ter mais brasileiros lendo e mais brasileiros lendo mais. Conhecendo bem o idioma, sua história e a dos demais países que falam a mesma língua, isso se torna mais possível. Da nossa parte, sempre apoiamos as ações que corroboram e motivam as pessoas nesse sentido, como o MLP e o Oceanos – Prêmio Internacional de Literatura Portuguesa, que abrange as obras originárias de Portugal, Brasil e dos países da África que se expressam na língua portuguesa”, conclui.

 

Sobre o Museu da Língua Portuguesa

Primeiro museu no mundo totalmente dedicado a um idioma, o Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado na Estação da Luz, prédio-símbolo de São Paulo, em 2006. Em quase dez anos de funcionamento recebeu aproximadamente 4 milhões de visitantes. O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador máster a EDP, patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp e apoio do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do Museu. Mais informações sobre histórico e reconstrução em http://museudalinguaportuguesa.org.br/ 

 

SERVIÇO:

PROGRAMAÇÃO DO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA NA 16ª FLIP

 

Exposição “A Língua Portuguesa em Nós”

O Museu da Língua Portuguesa, em reconstrução em São Paulo, está na Flip pelo segundo ano, com ações educativas e culturais. A exposição “Língua Portuguesa em Nós” apresenta nossa língua no mundo e seu papel na formação cultural brasileira, em especial na música e na culinária. Os visitantes são convidados a registrar sua fala e seus sotaques, que farão parte do acervo do Museu. Em parceria com o Itamaraty, a mostra está sendo realizada também em Cabo Verde, Angola e Moçambique.

Local/Horário: Salão Nobre da Casa da Cultura. Rua Dona Geralda, 194. Centro Histórico, Paraty. De 26/7 (quinta-feira) a 29/7 (domingo), das 10h às 22h. Horário especial durante a Flip.
A partir de 31/7: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, e dom, das 10h às 16h.
Em cartaz até 2/9.  

 

Mesa Literária “Literatura é para comer”

Como a gastronomia é representada na literatura, como forja a linguagem literária e quais elos essas duas texturas sustentam entre os países de língua portuguesa

 

PARTICIPANTES

João Carrascoza: Autor de mais de 30 livros, recebeu alguns dos principais prêmios literários do país, como o Jabuti e o da Fundação Biblioteca Nacional.

Alexandre Staut: Jornalista e cronista, é autor de livros como "Banquete com índios e outras histórias da gastronomia brasileira", sobre a formação e a história da gastronomia nacional.

Júlia Hansen: Poeta, autora de livros publicados em Portugal e no Brasil, o mais recente “Seiva veneno ou fruto”

 

MEDIAÇÃO

Mariana Filgueiras, jornalista cultural

Local/Horário: Salão Nobre da Casa da Cultura. Quinta-feira, 26/07, às 16h

Mesa Literária “Tratados afetivos”

Da relação da culinária com vínculos familiares, com lugares e épocas, com tratados afetivos ou de interdição, propomos discutir a construção da identidade e da memória.

 

PARTICIPANTES

Isabela Figueiredo: Jornalista e escritora, nascida em Moçambique e radicada em Portugal. Seu mais recente livro é “A Gorda”, publicado em 2016.

Marcelo Maluf: Escritor e professor de criação literária, autor de livros como “A imensidão íntima dos carneiros”, finalista dos prêmios Jabuti e APCA e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura.

Geovani Martins: Autor da coletânea de contos “O Sol na Cabeça”, seu primeiro livro, que, antes mesmo da publicação, já havia sido vendido para editoras de nove países.

 

MEDIAÇÃO

Luciana Araujo Marques: Mestre em Teoria Literária (USP) e doutoranda em Teoria e História Literária (Unicamp)

Local/Horário: Salão Nobre da Casa da Cultura. Sexta-feira, 27/07, às 16h

 

APRESENTAÇÕES MUSICAIS

Grupo Brasa

Grupo de percussão que desde 2017 trabalha a fusão de ritmos africanos e afro-brasileiros.

Local/Horário: Cortejo da Igreja do Rosário até o pátio da Casa da Cultura. Quinta-feira, 26/07, às 19h30 (início do cortejo)

 

Samba da Bênção Paraty

Formado por músicos da cidade, o grupo adotou a Praça da Matriz para promover, toda segunda-feira, um movimento musical. Através das rodas de samba, busca aproximar moradores e visitantes. O repertório conta com samba de raiz, samba de roda, samba-reggae, partido alto e ijexá.

Local/Horário: Pátio da Casa da Cultura. Sexta-feira, 27/07, às 21h

 

As Iyagbás apresentam “Awò”

O repertório do espetáculo “Awò” é composto de canções autorais inspiradas em contos yorubás, cultuados no candomblé Ketu, que saúdam cada Orixá. O espetáculo aborda os aspectos essencialmente artísticos dos ritos de matriz africana, buscando valorizar e afirmar a ancestralidade e as tradições africanas. Com uma musicalidade tradicional de voz e percussão, AWÒ traz ritmos populares como coco de roda, boi de matraca, maracatu, samba de roda e baião.

Local/Horário: Pátio da Casa da Cultura. Sábado, 28/07, às 20h

 

Sarau “Inculta e Bela”

Um passeio afetivo pelo nosso idioma, com uma seleção atemporal de autores de língua portuguesa, que homenageia também os 20 anos do Prêmio Nobel concedido a José Saramago.

Local/Horário: Auditório da Praça (em frente à Praça da Matriz). Dia 28/07, às 22h

 

Menu Museu da Língua Portuguesa

Para comemorar o reconhecimento de Paraty, pela Unesco, como Cidade Criativa da Gastronomia, o Museu da Língua Portuguesa propôs a criação de um menu do nosso idioma: cada restaurante participante, na cidade, vai elaborar um prato inspirado na culinária de um país onde se fala português.

Local/Horário: 25 restaurantes de Paraty

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