Sábado, 18 de Novembro de 2017

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Arquivo Nacional e História Luso-Brasileira lançam nova seção sobre escravos

Início: Fim: Países: Brasil

História, Educação, Ciências Humanas e Sociais, Acervos Documentais, Estudos Luso-Afro-Brasileiros, Estudos Luso-Brasileiros

O site "O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira" lança uma nova seção, dedicada às penalidades aos escravizados quando da estada da corte portuguesa no Rio de Janeiro. Nela, documentos provenientes de diversos fundos do acervo do Arquivo Nacional foram selecionados, e foram transcritos quatro documentos que vêm acompanhados de verbetes explicativos como “ouvidor do crime”, “cidade da Bahia”, “insurreição” e “S. Domingos", entre muitos outros.

"Durante a estada da corte portuguesa no Rio de Janeiro, entre 1808 e 1821, o sistema penal, baseado no degredo, tinha relação muito próxima com o tipo de colonização utilizada por impérios marítimos como o português, sustentados por mão de obra forçada. O historiador Eric Williams, em trabalho clássico, apontou a relação entre diversas formas de trabalho forçado e a colonização do Novo Mundo, entre as quais o engajamento, o exílio penal e a escravidão, a esta conferindo maior destaque, por ter fornecido a mão de obra mais numerosa às lavouras extensivas de açúcar, tabaco e algodão nas Américas.[1] Mais especificamente, o historiador Timothy Coates deteve-se na utilização do exílio penal como forma de colonização forçada pela Coroa portuguesa, na qual criminosos e pecadores condenados a degredo foram aproveitados principalmente como soldados no império português.[2] No Brasil joanino, a combinação de escravidão e exílio penal fez com que muitos escravos fossem utilizados pelo Estado como mão de obra forçada em obras públicas, como veremos."

Mais informações na página do Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira.

 

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