Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

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Formação

O surreal e o horror como estratégias: rupturas desconcertantes e a imagem abjeta

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Brasil

Literatura, Comunicação, Fotografia, Cinema, Ciências Humanas e Sociais

O curso O surreal e o horror como estratégias: rupturas desconcertantes e a imagem abjeta acontece de 3 de agosto a 28 de setembro na Escola Visual de Artes Plásticas do Parque Lage, no Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas até 3 de agosto de 2017.

Objetivos do Curso
Pensar a experiência do horror e do surreal a partir de um viés estratégico, enquanto afetos e imagens; produzir ferramentas para a elaboração de narrativas e outras imagens; o surreal e o horror enquanto práticas que se tangenciam, se interpenetram e produzem outros campos semânticos, outros corpos e saberes; pensar essas experiências estético-políticas em tempos de crise; o status do insólito, do estranho e do inquietante na contemporaneidade.

Nos terrenos instáveis das representações, nas oscilações imateriais dos nossos campos estéticos e éticos, nos prostramos diante da urgência de outras imagens. Destruir para produzir, experimentar o apocalipse. Na prática surreal, a escavação e a invenção, a subversão e a perversão; no horror, o choque, o trauma, a convulsão, o erotismo. Nessas agências, nessas misturas entre o horror e o surrealismo, o corpo e a imagem, a potência do incômodo, do estranho, da repulsa e do asco. Como sobreviver sem armas?

Público-alvo
Pesquisadores, estudantes de cinema, literatura, comunicação, estética e imagem e artistas interessados em observar as tangências entre literatura e a imagem técnica e a imagem em movimento, a partir de uma perspectiva teórica e crítica.

Conteúdo

  •  Contextualização histórica das narrativas de horror e os vínculos com as imagens: espectros.
  •  A imagem fotográfica: instabilidades estéticas.
  •  Surrealismo e Horror: rupturas desconcertantes, o corpo como topologia, crítica e clínica.
  •  A imagem abjeta – a plasticidade do nojo.
  •  Os processos híbridos de produção de novas imagens.
  •  A imagem técnica, o insólito e o real: deslocamentos e anacronismos.

Metodologia
A metodologia do curso consiste em aulas teóricas, apresentação e discussão de textos e filmes; exposição e análise de obras; é objetivo, também, observar, se houver, as produções individuais dos artistas que estejam interessados em produzir e utilizar essas ferramentas.

Bibliografia
BATAILLE, Georges. Visions of excess. Minneapolis, University of Minnesota Press, 2004.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo, Brasiliense, 1994.
FOSTER, Hal. Compulsive beauty. Massachusetts, The MIT Press, 1993.
FREUD, Sigmund. Obras completas vol. 14. O inquietante. São Paulo, Companhia das Letras, 2010.
KRAUSS, Rosalind. O fotográfico. Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 2002.
MONDZAIN, Marie-José. Sideração. Zazie Edições: Rio de Janeiro, 2016.
ROLNIK, Suely. Antropofagia zombie. Disponível em http://www.medicinayarte.com/img/antropofagia_zombie_rolnik.pdf
SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo, Companhia das Letras, 2004.

Diego Paleólogo
Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ (2015) – linha de pesquisa: Tecnologias da Comunicação e Estéticas. Tese: A Máquina de Fabricar Vampiros: Tecnologias da Morte, do Sangue e do Sexo; doutorado sanduíche em Columbia, NY, sob a orientação de Stefan Andriopoulos. Mestre em Letras (2010), pela PUC-Rio, com a dissertação Produção de Alteridade: a experiência do Minotauro. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007), com o trabalho A imagem fotográfica, o corpo e as novas tecnologias de comunicação: a produção de imagens contemporâneas. Atualmente, trabalha e pesquisa as questões de representação do corpo, alteridade, monstruosidades, estética e política; sexualidades disruptivas no cinema de horror; futuros imaginários apocalipses e fins de mundos; teoria queer, erotismo, violência e ficção científica. Pós-doutorado na Escola de Comunicação da UFRJ, com pesquisa sobre Cinema de Terror e Sexualidades Disruptivas.

Mais informações na página da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV).

 

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