Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018
Formação

Escola de Verão da NOVA FCSH | Curso livre: Da carta e do diário à novela gráfica

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Literatura

Estão abertas as inscrições para o curso livre Da carta e do diário à novela gráfica: confissões e ecos da cultura letrada. Pretende-se com este curso reconhecer nas narrativas traços da formação das novelistas escolhidas: que contributos trouxeram para a novela gráfica, a partir do teatro, da pintura, da caligrafia e da própria experiência com a literatura de ficção, numa trajetória pessoal árdua e permeada de dúvidas? Para mais informações clique aqui e para se inscrever clique aqui.

Datas: 20 a 27 de agosto | dias úteis das 17h às 19h30
Docente Responsável: Ana Paula Guimarães
Docentes: Betina Ruiz
Áreas: Línguas, Literaturas e Culturas


Objetivos:
Reconhecer nas narrativas traços da formação das novelistas escolhidas: que contributos trouxeram para a novela gráfica, a partir do teatro, da pintura, da caligrafia e da própria experiência com a literatura de ficção, numa trajetória pessoal árdua e permeada de dúvidas? Tal reconhecimento ajudará a compreender outras implicações dos relatos em 1ª pessoa produzidos por elas (o uso de mapas, cartas, diários e fotografias, por exemplo). Será interessante reconhecer, igualmente, os sentimentos que afloram da leitura das novelas gráficas selecionadas: quer seja a ternura - pelo que na família já foi desgastante -, quer a capacidade de conciliação, quer o humor como recurso diante das situações ambíguas que personagens e leitores atravessam.


Programa:
Certas novelas gráficas recentes enfatizam a reflexão sobre o familiar e o individual, nos processos de crescimento pessoal. Nos subtítulos de Fun Home, Persépolis e Adeus Tristeza encontramos “Uma tragicomédia familiar”, “A história de uma infância e a história de um regresso” e “A história dos meus ancestrais”, pois tais obras tratam dos percursos trilhados por suas autoras e também quer por pai e mãe, avós e tios, resvalando em maior ou em menor grau nos contextos políticos, sociais e culturais envolventes. Ora o tom escolhido pelas autoras é de melancolia, ora de ironia. A linguagem, podemos notá-la recheada de metáforas ou mais informal e também objetiva. Há muito o que observar, em termos de seleção e combinação de elementos autobiográficos e de formas de os apresentar ao público. À semelhança da boa literatura escrita, tais novelas proporcionam altos voos, com o acréscimo de nos oferecerem representação visual trabalhada ao pormenor e, por isso mesmo, rica e estimulante.


Pré-Requisitos:
Conhecer novelas gráficas.


Bibliografia:
BECHDEL, A. Fun Home, uma Tragicomédia Familiar. Lisboa, Contraponto, 2012.

SATRAPI, M. Persépolis, a História de uma Infância e a História de um Regresso. Lisboa, Contraponto, 2012.

YANG. B. Adeus Tristeza, a História dos Meus Ancestrais. São Paulo, Companhia das Letras, 2012.

HILLESUM, E. Diário. 1941-1943. Lisboa, Assírio & Alvim, 2009.

MUTARELLI, Lourenço. Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente. São Paulo, Companhia das Letras, 2011.

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