Sábado, 21 de Outubro de 2017

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Os intelectuais portugueses durante o Estado Novo: percursos e posicionamentos

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Chamada para trabalhos, História, Filosofia, Cultura, Sociologia, Ciências Humanas e Sociais

O Seminário Os intelectuais portugueses durante o Estado Novo: percursos e posicionamentos acontece nos dias 19 e 20 de junho de 2017 na Universidade de Évora.Organizado pelo Instituto de História Contemporânea (CEHFCi - UÉ) e tem o objetivo de reunir investigadores, também eles de diferentes gerações, que ao partirem de visões diversas – História Contemporânea, Estudos Literários, Filosofia, História das Ideias e da Cultura, Sociologia – aceitem o desafio de cruzar ideias sobre um período e uma temática que nos remete para as raízes daquilo que é hoje parte do nosso presente e imaginário de futuro. O Prazo para submissão de propostas é o 28 de Abril.

Eixo temático

Algum tempo após o golpe militar de 1926 toma forma um regime autoritário – o Estado Novo, cuja duração irá para além das expectativas dos intelectuais republicanos, muitos dos quais passam para a oposição, enquanto outros se aclimatam melhor. Se a relevância dos intelectuais para as sociedades contemporâneas (Winnock) é incontestável, a polarização do campo intelectual (Bourdieu) durante o Estado Novo, caracterizada por profundas tensões político-ideológicas, é uma realidade pouco estudada na sua globalidade, encontrando-se personalidades num leque ideal-típico que vai do intelectual orgânico de Gramsci, que frequentemente integra a elite governante (Pareto), ao clerc de Benda com um ideal de pensamento livre e crítico, para além dos vínculos ideológicos.

Durante grande parte do Estado Novo, o prestígio do intelectual, que não integra a elite governante, resulta sobretudo da sua atividade pública, enquanto publicista, escritor de ideias ou produtor de obras artísticas, integrando movimentos culturais e associações cívico-políticas; apenas alguns dos intelectuais são académicos: cientistas, médicos, historiadores, etc. Se numa primeira fase se destacam na agitação intelectual de oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo figuras associadas à «Renascença Portuguesa» ou à «Seara Nova», numa segunda fase, com o final da II Guerra Mundial, que levou muitos dos republicanos e democratas a idealizar uma abertura de regime, surgem personalidades e movimentos com outros referenciais (ligados por exemplo ao marxismo-leninismo tão presente na revista «Vértice»). No pós-guerra há uma reestruturação do campo intelectual, mantendo-se uma forte interacção entre gerações, fenómeno bem patente no MUD ou na candidatura do general Humberto Delgado.

  •  Intelectuais, cientistas e elites;
  •  Intelectuais enquanto agentes de resistência e liberdade;
  •  Movimentos culturais e o regime salazarista;
  •  Discursos de oposição no Estado Novo: da Literatura às Artes.

Comissão organizadora

  • Maria de Fátima Nunes, Universidade de Évora, IHC-CEHFCI-UÉ
  • João Paulo Príncipe, Universidade de Évora, IHC-CEHFCI-UÉ
  • Ângela Salgueiro, IHC-CEHFCi-UÉ-FCSH/NOVA
  • Cláudia Ninhos, CHAM-FCSH/NOVA-UAç

Mais informações na página do Instituto de História Contemporânea (IHC) e através dos e-mails intelectuaisportugueses@gmail.com e jpps@uevora.pt.

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