Quinta-feira, 19 de Julho de 2018
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Monarquia e Modernidade, 1500-1945

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Reino Unido

Chamada para trabalhos, Ciências Humanas

Chamada para Trabalhos

Monarquia e Modernidade, 1500-1945
Universidade de Cambridge
8 e 9 de janeiro de 2019


O passado da Europa é esmagadoramente monárquico, mas as monarquias que permaneceram no final da Segunda Guerra  Mundial não se assemelhavam em quase nada aos que governavam a Europa no final da Idade Média. A modernidade transformou a monarquia de um fato em uma opinião e abriu o caminho de um mundo onde tudo era saga para outro, onde tudo, ou quase tudo, é profano. Isso é tão importante que, ao longo dos séculos, a monarquia europeia como instituição parece irreconhecível para qualquer observador atento. Mesmo assim, a literatura acadêmica atual quase nunca mede a distância entre os diferentes significados e manifestações históricas da monarquia.

Nas disciplinas teóricas e especulativas, a falta de pesquisa sobre a monarquia deve-se em parte a divisões disciplinares. Teólogos, teóricos políticos e historiadores intelectuais geralmente não lidam com a monarquia, enquanto os historiadores da monarquia raramente tratam do ponto de vista conceitual. A própria natureza do monarquismo determina em parte essas divisões. Por causa de seus fundamentos providencialistas no direito divino dos reis, o monarquismo é um duplo paradoxo, uma forma de teoria política tanto anti-política quanto anti-teórica. De forma inovadora, esta conferência procura combinar as perspectivas dos especialistas da monarquia, por um lado, e dos teóricos da religião, sociedade, cultura e política, por outro.

Partindo do pressuposto de que a natureza das coisas é mais bem conhecida, e seu desenvolvimento mais determinado, durante momentos críticos, esta conferência enfoca três (longos) momentos cruciais da história da monarquia europeia: a revolução inglesa, a revolução francesa e a popularização do republicanismo durante o século XX. Esses momentos, no entanto, servem apenas como uma referência, e as intervenções que estudam a reinvenção, a representação e a conceptualização da soberania monárquica durante outros períodos modernos, do ano 1500 ao presente, são igualmente bem-vindas. Assim, os temas do Renascimento podem servir como introduçoes e os contemporâneos de epílogos para a conferência.

Propomos duas perspectivas principais de investigação, uma dirigida ao significado político da monarquia e a outra ao significado religioso, espiritual, sociocultural e psicológico. A pesquisa político-conceitual pode incluir – sem limitação – a relação histórica da monarquia europeia com a legislação e a administração da justiça, bem como tradições democráticas, republicanas e aristocráticas. A perspectiva teológica / sociológica / antropológica trata, por outro lado, com a monarquia como uma série de rituais, procissões, celebrações e procedimentos formais que representam a soberania, organizam o tempo e os relacionamentos, dão às nações um senso de identidade e estabelecem ligações emocionais entre individuos e espaços e poderes sagrados, especialmente na sua representação pelas religiões católica e protestante.

Estudos sobre as monarquias europeias podem ser também considerados em comparação ou relação dialética com tradições monárquicas não europeias.

As contribuições podem abordar um ou mais dos seguintes tópicos mas não são necessariamente limitados a eles:

  • Monarquia na sua relação com religião, teologia e espiritualidade;
  • Monarquia no pensamento político;
  • A relação entre poderes e espaços espirituais e temporais;
  • Realismo vs. monarquismo;
  • A representação da nação e da soberania;
  • O imaginário real;
  • Ritos, celebrações, procissões e celebrações reais;
  • Mulheres na monarquia;
  • A monarquia europeia em comparação ou em uma relação dialética com tradições monárquicas não europeias.

Convidamos a apresentação de propostas para intervenções de 20 minutos que serão posteriormente comentadas por  especialistas para serem publicadas em uma coleção de ensaios. A participação de estudantes de doutoramento é bem-vinda e as intervenções em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, português e holandês são aceitas, embora o inglês seja encorajado de modo a facilitar a comunicação. A conferência terá lugar na Universidade de Cambridge, Inglaterra, a 8 e 9 de janeiro de 2019.

O resumo da proposta com cerca de 200 palavras e um curriculum vitae de uma página devem ser enviados para Carolina Armenteros (cra22@cam.ac.uk) até 15 de agosto de 2018.

Fonte: H-Net.org

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