Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

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IV Encontro Internacional Cinema & Território: a dicotomia Este versus Oeste

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Chamada para trabalhos, Antropologia, Cinema, Ciências Humanas e Sociais, Política

O IV Encontro Internacional Cinema & Território acontece nos dias 3 e 4 de novembro na Universidade da Madeira. No evento, objetiva-se discutir o cinema a partir de uma reflexão sobre a utilização dos métodos audiovisuais como instrumentos de observação, registo, transcrição e interpretação antropológica, num estreito diálogo com o conceito de território. Aceitam-se propostas de todas as áreas disciplinares cuja reflexão se insira na exploração tanto estética, política ou sociocultural como espacial do antagonismo este/oeste, determinante para a visão do mundo e visto no prisma da imagem e do cinema, e em especial na área da antropologia. O prazo máximo para o envio de resumos é o 1 de junho.

Eixo Temático

O Cinema e a Antropologia nascem e desenvolvem-se no final do século XIX. Desde o início, o filme tenta capturar o que é o objeto da etnologia: as práticas do ser humano na relação que estabelece com os seus semelhantes e com o espaço físico-cultural em que situa a ação. O trabalho de descrição dos primeiros filmes, que evoca o diário de campo do antropólogo, dá lugar a filmes “compósitos”, que integram vários géneros cinematográficos, orientados para a compreensão do outro. No âmbito do seu trabalho científico, o antropólogo torna-se assim autor de documentários ficcionais. Por outro lado, os filmes realizados por cineastas podem também adquirir uma dimensão antropológica. Assim, associar o Cinema ao Território tem por objeto afirmar, segundo o conceito de Henri Lefebvre, que o cinema é “produtor de espaço”. Não é só um espaço de mediação artística mas também de poder, um território político, económico e cultural. O Cinema como espelho reflete as realidades do mundo.

O IV Encontro Internacional Cinema & Território receberá trabalhos que problematizem, questionem e investiguem a dicotomia Este versus Oeste, temática firmemente enraizada no imaginário de produtores de imagens (realizadores, operadores de câmara, fotógrafos…) em contextos sociológicos e geopolíticos sensíveis. Os filmes-espelho dessas épocas não produziam imagens nítidas. A disposição mental de criar “esquemas de percepção e pensamento extremamente gerais em sua aplicação, tais como aquelas que dividem o mundo de acordo com as oposições entre masculino e feminino, leste e oeste, futuro e passado, acima e abaixo […]” (Bourdieu, 1972) origina uma instrumentalização da noção de cultura pelos Ocidente/Oriente, instaurando divisões no mundo. O cinema, meio de expressão da linguagem, processo de identificação, é uma técnica de informação e difusão coletiva. Em suma um facto social (Durkheim) que pode ser abordado em várias perspetivas (Mauss). São especialmente bem-vindos trabalhos sobre:

  •  O cinema enquanto “arma” propagandista (soft power)
  •  A noção de impressão de realidade
  •  Identidade espacial e geopolítica:
  •  Discursos visuais da contemporaneidade que aludam à dicotomia Este-Oeste incluindo as redes sociais e as atividades artísticas.

Mais informações no arquivo em anexo, através do e-mail encontros.cinema.uma@gmail.com e na página da revista Cinema & Território.
 

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